Ofertas imperdíveis

O mundo todo falando do tal do aquecimento global (no Ceará, já é “fritamento” global) e o pessoal ainda não achou uma maneira mais civilizada de fazer propaganda, sem celulose? Cara, me irrita muito encontrar o carro coberto de folhetos, muitas vezes repetidos. Alguns deles até entendo, tipo supermercado. Você sai e vê aquela super oferta de carne, de macarrão, whatever… Ok, todo mundo come, né? Pelo menos um pouco… Agora, encontar um panfleto de uma loja de equipamento hospitalar, como aconteceu essa semana, aí eu não entendo não. Será que uma parcela significativa da população vê um panfleto desses e pensa “Nossa! Como esse aparelho de pressão está barato” ou “Oh, estava mesmo precisando de uma muleta!”?

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Beatles é coisa séria

Não leio mais resenha de filme antes de assisti-lo. Quando vierem comentar, tapo os ouvidos. De agora em diante, só me entrego a um cinema sem expectativas. Depois de achar o trailler fofo, ler e ouvir elogios da amigos e da crítica, fui ver o tal do Across the Universe. A premissa é até boa: contar a história dos Estados Unidos nos anos 60 através de canções dos Beatles, e ainda com uma jovem promessa, o novo Ewan McGregor. Mas… ai, sono.

Não é péssimo, mas também não é brilhante como alardeado aos quatro ventos. É enfadonho, longo demais, tem problemas de conexão e o carisma do elenco é zero. Normalmente, a trilha é feita para o filme. No caso de Across the Universe, o caminho foi claramente inverso. Talvez por isso, a pobreza do roteiro, engessado às músicas, com excesso de informação e personagens que entram na trama sem função alguma, só para citar She Came in Through the Bathroom Window e justificar a execução de Dear Prudence, por exemplo.

Boas sacadas, como recontextualizar I Want You e Strawberry Fields Forever, politizando-as, são eclipsadas por outras, como aquela da viagem de ônibus e a tentativa de transformar a psicodelia em surrealismo na cena do lago. Dali deve estar se remexendo no túmulo depois daquelas bailarinas prateadas… Triste também ver as claras citações a Janis Joplin e Jimi Hendrix resumidas a um casal que se junta e se separa sem quê nem pra quê. Nem mesmo o figurino, indicado ao Oscar, se destaca, não é mais do que correto.

Talvez se não tivesse criado expectativa eu até tivesse gostado. Mas, sinceramente, saí frustrada. Assim, se for pra ver um musical com canções contemporâneas, prefiro Moulin Rouge. Se for pra acompanhar a hsitória americana, vou de Hair. Para ouvir uma trilha só com músicas dos Beatles, coloco I Am Sam pra tocar. E para ver o “novo Ewan McGregor”, fico com o velho Ewan McGregor mesmo — que a propósito teria sido bem mais ousado na citação à foto de Annie Lebovitz, super apropriado à época retratada. A filmografia do moço tá aí pra provar.

Sei lá, podem me chamar de rabungenta, mas pra mim Beatles é coisa séria.

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Olha que coisa mais feliz

Já conhecia à distância as peças lindas que a Denize Barros (La Reina Madre) confecciona. Também de longa data acompanho a produção da querida Socorro Acioli. Eis que do conto fez-se a bolsa: a delicadeza da Socorro traduzida em uma mini-mala que é puro sabor de infância.

PS: A bolsa faz parte de uma série especial de Dia das Mães inspirada em contos

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Momento “Jabá de mim mesma”

O que é que tem na terceira edição da Seven? Dois editoriais lu-xo: o vermelho-sangue, fotografado em frigoríficos da cidade, em clima de Jean-Pierre Jeunet e Peter Greenaway, e o nosso Quixadá de Rosemberg Cariry em figurinos de Mark Greiner. Tem NYC em pedaços, raridades de design da net e baião-de-dois de dar água na boca. Essas são as bancas onde a revista está à venda:

Banca Paz
Praça Portugal,45

Banca da Cultura
João Cordeiro,1155

Banca Cinco estrelas
Barbosa de freitas,33

Banca Exemplar
Av. Antonio sales,2402

Banca Lider
Barão de sturdat,2015

Banca Assembleia
Barbosa de freitas,2701

Livraria siciliano
Del Paseo

Boa leitura!

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Finalmente! Agora, sim, é Montage!

O duo cearense Montage é um exemplo claro de como uma banda pode aparecer no cenário musical nacional usando a internet como principal plataforma de divulgação. Com três anos de existência, a dupla já tocou em diversos estados brasileiros, conquistou o público de muitos festivais e manteve-se constantemente nas paradas virtuais, tudo isso sem lançar nenhum material físico. E o primeiro disco não poderia ser diferente. I Trust My Dealer, o tão aguardado álbum de estréia, saiu na íntegra para download aqui na TramaVirtual. “Nossos fãs reclamaram bastante da demora de lançarmos o álbum físico, então desencanamos e resolvemos brindar nosso público com todas as faixas”, disse Daniel Peixoto, vocalista, em entrevista a TramaVirtual.

O resto da matéria no site da Trama Virtual.

Congrats!

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MySpace da Moda

Olha só: depois de músicos amadores, é a vez de jovens estilistas se valerem de redes sociais para terem seu talento descoberto por potenciais empregadores e/ou clientes. Uma estudante de moda de Londres, Holly Bellm, criou o FashionSpace.com no fim do ano passado e agora ele já é considerado o MySpace do mundinho da moda.

“Quando eu estava estudando moda, o MySpace estava se tornando o melhor lugar para os descobridores de talento que estavam à procura da próxima banda de sucesso e de músicos ainda não contratados”, disse Bellm à Reuters. “Eu via todo aquele notável talento de criação em torno de mim e imaginava por que não fazer algo semelhante no mundo da moda”, completou.

O site www.fashionspace.com apresenta fotos de modelos vestindo as criações mais vendidas e procuradas de seus integrantes, e publica anúncios de seus desfiles. “O objetivo básico é ajudar jovens estilistas a entrar no mercado; estamos à procura das ferramentas que lhes permitam obter maiores vendas”, disse Bellm.

O site permite que os membros troquem, vendam e comprem modelos originais, roupas de segunda mão e acessórios, com uma comissão de 10% sobre cada venda retida por Bellm e sua equipe. Os membros podem criar perfis pessoais no site, com fotos que demonstrem suas criações na Internet.

Na verdade, a gente já via os estilistas usando a Internet para promover seus trabalhos, a exemplo da Piorski aqui em Fortaleza, entre tantos outros. A diferença é que lá eles estarão reunidos e organizadinhos. Os nossos eu já conheço. Quando tiver um tempinho, dou uma sacada nos gringos.

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Pechincha

Para bancar a vinda de sua turnê ao Estádio Pueblo em Fortaleza, Madonna está se desfazendo de sua casinha no campo. A quem interessar possa, a “Ashcombe House” foi contruída no século 18 e fica no condado de Wiltshire, no interior da Inglaterra. O melhor é que o vizinho mais próximo fica a eheheh algumas dezenas (ou seriam centenas?) de quilômetros.

Míseros US$ 24 milhões. Interessa?

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Saia leve

Um dia a gente aprende a sair das saias justas. E não é nem fita, não. É de coração. E sem mentiras.

“Para ser sincera, ele não foi legal comigo. Mas isso definitivamente não significa que acontecerá o mesmo com você. Se você tá a fim, se joga e boa sorte”

Vale pra quando perguntam de ex-namorado, ex-chefe e até ex-cabeleireiro. E lembre-se: cabelo demora mais a crescer do que o coração a sarar.

* * *

Vi no blog da Flávia Durante e aderi:

Assine o abaixo-assinado.

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Afasta de mim!

É difícil, mas é verdade. Nunca vi um red carpet, ainda mais de um evento de moda, mais constrangedor do que esse do Metropolitan Museum of Art. Ok, a festa temática de 2008 foi relacionada à cultura pop dos super-heróis (sério!), a força, as armaduras, mutações e tal, mas, mas, mas… só vendo com os próprios olhos!
Até agora não processei o modelo de Anna Wintour. Se isso é o futuro, quero morrer no século 19, ARCAICA. É a menção desonrosa da noite, junto à Victoria Beckham, que tá sempre com cara de cu (repare), mesmo ao lado daquele que é seu melhor acessório, que também responde por David.
Não sei o que é pior, se a falta de graça (Scarlett Johansson) ou a de noção (Anna, Anna, Anna).
Escaparam cheirando a perfume italiano Julia Roberts, de Armani Privé (e aparentemente depilada desta vez) e Gisele Bundchen (a gente fecha os olhos para o tiquinho de vulgaridade Versace) e também Eva Mendes, de azul minimalista Calvin Klein, por Francisco Costa (sem ufanismos). E a Iman, que não envelhece, absurdo!

A propósito, retornando à página do Herald Tribune, os oompa-loompas estão na moda, é isso? Armani se entregou à mesma máquina defeituosa de cor de cheetos, digo bronzeamento artificial, do Valentino?

* UPDATE: E acabo de descobrir que o vestido (?!) da Anna Wintour era um Chanel. Eu sabia que Lagerfeld não tinha abandonado as drogas definitivamente.

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Alta Fidelidade

Eu e meu complexo de Nick Hornby adoramos listinhas Top 5. Nada que se compare à lista de “25 homens que parecem velhas lésbicas” encontrados pela Lucy, porque isso é para profissional. A minha singela seleção da vez é a que a CNN fez por esses dias unindo duas das coisas mais deliciosas do planeta, música e cinema. O que aliás me fez pensar em elaborar uma oooutra lista unindo essas duas a uma terceira coisa mais deliciosa ainda, mas… uhmmm eeeehh… deixemos pra lá por enquanto!

Voltando à listinha da CNN, estão lá os dez melhores casamentos de música e cena. Ainda não consegui definir quais eu tiraria do ranking para humildemente colocar minhas sugestões:

Where’s my mind (Pixies) na cena final de “Clube da Luta”
Just like honey (Jesus & Mary Chain) na seqüência final de “Encontros e Desencontros”
A town called malice (The Jam) e London Calling (Clash) em “Billy Elliot”
Não sei o nome (ajuda Google!) em “2001 - Uma Odisséia no Espaço”
O tema de Nino Rota para “O Poderoso Chefão” em TODAS as cenas em que é executado

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Minha noite de caça-talentos

Quando estive em NYC em dezembro, Ana e Kenny me levaram ao BAM, a Brooklyn Academy of Music. Um lugar bacana com ampla programação gratuita ou a preços populares. Vimos o show de um cara. O nome do cara? Sorry, I don’t remember. Ok, it’s of no matter. Baladinha furreca e tal a que ele cantava. E ainda usava um paletó de ombreiras largas. Oh, sorry again, só o David Byrne pod(ia).

Mas a moça que fechou a noite, essa sim poderosa: Letha. Acompanhamos todas as músicas, compramos o CD caseiro, deixamos endereço de e-mail na lista e ouvimos nos dias que se seguiram. Não pegamos autógrafo. Havia um rio para atravessarmos e a noite estava muito fria. Ainda disse: Ana, a gente vai se arrepender. E se daqui a um ano ela for, sei lá, a nova Amy Winehouse?! Certo, ela tá mais pra Lauryn Hill, negona, estilosa, danada. É, a moça tem futuro, concordamos.

Aí recebo as últimas news da moça. Emplacou música em uma série da NBC chamada Phenomenon. Vejo a chamada. Valei-me! Ressuscitaram o Uri Geller. Mas curiosa, google ahead, descubro que o seriado em questão tem uma audiência próxima a de Heroes na TV americana. Eu não disse? Olha aí a Letha no caminho de ficar famosa. Bem na peinha, como se diz por aqui…

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Do desconhecimento geográfico

Essa poderia ter saído do Pérolas das AIs:

Assessora tentando puxar o saco em e-mail:
“Oi querida! Fortaleza deve ser uma cidade linda. Ainda tiro férias aí. Seguem os dados de PERNAMBUCO”

O que me lembra aquele caso anterior:
“Oi, Fulano. Nessas tabelas que você mandou com dados do Nordeste está faltando o Maranhão”
“E o Maranhão fica no Nordeste?”
(Sem graça, vergonhalhêa total) “Sim, fica”
“Bom, SE VOCÊ DIZ”

Não vou nem dizer que tenho medo do QUÊ os cursos de jornalismo estão formando, porque essa geografia se aprende no primeiro grau, né? Ops, agora é ensino fundamental. E acabei de revelar minha geração.

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Sem paciência para post longo

Aquele editorial que a gente fica com inveja de não ter feito: Julianne Moore, linda, ruiva e talentosa, na Harper’s Bazaar deste mês. Photoshop na medida certa sem interferir na sua beleza de mulher, mulher de mais de 40 anos, por que não? Nem é das minhas revistas favoritas, mas desta vez acertaram.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. O restante das fotos aqui.

* * *

Falando em Julianne Moore, esperando a estréia, com fé, em Fortaleza, de “Pecados Inocentes”. E também de “Um Beijo Roubado”, que não tem Julianne, mas tem JUDE LAW, oh Jude Law, e é do Won-Kar-Wai, que adooouro.

* * *

Sei que a notícia é mais ou menos velha. Com a velocidade das informações hoje, duas semanas é tempo suficiente para a notícia morrer e ressuscitar dez vezes. Então ela ressuscita aqui: o recall das sandálias Crocs. Dizem que é porque estava causando acidentes em escadas rolantes. Por mim, elas não teriam nem entrado no Brasil, poderiam ter sido recolhidas logo na alfândega. Aquilo é um atentado antes de tudo estético. Em criancinhas até uns QUATRO anos, fica fofinho, mas ver gente adulta com aquile bico de pato no pé, faça-me o favor… Como sou contra colocar imagens feias no blog, só o link mesmo.

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Pelo menos tenho testemunhas

Da categoria “por que nunca estou com uma máquina fotográfica no momento certo?”

Por exemplo, segunda-feira, quando estávamos paradas em um engarrafamento na Beira-Mar e o Pica-Pau do trenzinho da alegria surtou, saiu correndo com o Zé Carioca e o Pluto, subiu na laje da casa ao lado do Hong King e dançou o MOONWALK.

Ou hoje, indo para a aula, atrás de um ônibus na Av. 13 de Maio, visualizo o novo busdoor da cidade: “CONFORTO E MODERNIDADE no primeiro CEMITÉRIO vertical de Fortaleza”. A pergunta é: conforto pra quem? Ainda a luz do freio do ônibus acendia bem no portão do cemitério. Bizarro.

Aliás, falando em bizarro-seja-você-mesmo-que-seja-bizarro, a Pitty está grávida. De um pivete Emo.
ME.DO

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Turn on

Inveja, muita inveja, quando vejo um post começando assim:
“Faz um calor danado aqui em Palm Springs, no deserto californiano, e amanhã começa o Coachella” *

Claro que a inveja não é do calor, pois isso temos de sobra. Não adianta chover no Ceará, pois a variação climática é para “abafado”. E só.
Mas olha só uma amostrinha de quem estará no Coachella:Raconteurs, Black Kids, Breeders, Verve, Kate Nash, Hot Chip, Mark Ronson, Portishead**…

* Quando é mesmo que vão me pagar um salário pra eu me divertir?
** A propósito, baixei Third, mas estou sem saco de comentar. Até porque não tive muito saco de ouvir. Daí já se percebe o tamanho da minha decepção.

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Disco’ portrait

Lá vem a saudosista de novo. Em tempos em que vinil e cera são considerados do mesmo jeito - ultrapassados - descubro que hoje é o Dia dos Disco. Quem nasceu depois de 1990 pode até achar estranho e duvidar, mas o velho “bolachão” (é, tem esse apelido) tem seu charme e suas qualidades mantidas até hoje, que o digam os DJs por aí.

Bom, se os discos estão em desuso, suas capas viraram modinha na internet. Um grupo de pessoas em Cardiff, no País de Gales, Reino Unido, criou um conceito chamado Sleeveface. É simples: são fotografias em que as composições são feitas com capas de disco de vinil com continuações de partes do corpo. O site: www.sleeveface.com. A comunidade no flickr: www.flickr.com/groups/sleeveface

Voltando à era do mp3, estou viciadinha nessa banda: Black Kids, chamados de “o novo Arcade Fire”. Mas valha! o Arcade Fire não é de um dia desses?! Ok, mas também tá pra The Cure, principalmente pelo vocal. Se bem que “Hurricane Jane” tem uns ecos de Phoenix também… É meio sofridinho (”It’s friday night and I ain’t got nobody”), mas não é emo, tem até uma sonoridade bem alegrinha. O hit lá nas América é “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend (How To Dance With You)”. A música é da demo lançada no fim de 2007 e o clip estreou mês passado nos EUA:

E aqui nesse site, retomando o assunto anterior, tem depoimentos de Paul McCartney, Nick Hornby, Cameron Crowe, Joan Jett e um milhão de pessoas bacanas falando de suas experiências em lojas de discos. Vi-niiiiuuu (eu sei que é com L, mas não dá o efeito sonoro, né)

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Rockin’ your F me pumps

Dúvida: precisamos nos “aperuar” para fazer compras sábado à tarde? Após os dias úteis da semana em cima do salto e embaixo de maquiagem, fui ao shopping Aldeota de cabelo molhado, cara limpa, sandália rasteira e vestidinho, bem à vontade. Pois bem, em pelo menos três lojas fui ignorada ou mal atendida, preterida por mulheres de shortinho balonê, escovão e maxi-bolsa. Detalhe: mulheres que na maioria das vezes mexem e remexem a mercadoria, provam mil coisas, deixam tudo espalhado, destratam e NÃO COMPRAM NADA. É masoquismo ou o quê? Meu Deus, “Uma Linda Mulher” é de 1990 e ainda não aprenderam?! Aquela cena é a glória: “Você ganha por comissão, não é? Que pena…”

A propósito, as pessoas com mais grana podem ser as mais simples. Aliás, geralmente são, pois não precisam provar isso pra ninguém.

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Como se equilibrar num salto alto?

Depois do salto surrealista apresentado por Marc Jacobs na NY Fashion Week no ano passado, o novo salto-obsessão das trend-setters é o do designer Antonio Berardi. Salto é maneira de dizer, porque na verdade ele não existe. Ao contrário do sapato de Jacobs - à primeira vista desconfortável, mas que já recebeu defesa de designers, engenheiros e até físicos - o de Berardi foi taxado pela imprensa de “cruel” e “suicida”, ainda mais depois que médicos alertaram para o risco de rompimento dos tendões da perna.

Explica-se: mesmo sem existir algo físico e visível entre o calcanhar e o chão, há um apoio “indireto” no salto de Jacobs, que pode até ser mais confortável do que a sustentação vertical de um salto comum vertical. Já o de Berardi exige que se ande nas pontas dos dedos para manter o equilíbrio e, além de tudo, é uma plataforma. Realmente, não há como ser confortável - principalmente ao bolso: o par custa quase R$ 5.000,00. Isso é coisa mesmo para Gwyneth Paltrow e Uma Thurman, que já garantiram os seus e já devem ter hora marcada com um super-ultra-mega ortopedista. Sério, quando vejo a foto, não há delírio fashion que resista ao incômodo.
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Marc Jacobs, sonho! Berardi, nem pensar!

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Michael, eternamente líder?

2475681gg.jpgAs gerações mais novas podem não saber, mas nem sempre o Michael Jackson foi essa aberração que ele é hoje. Não estou brincando, recentemente presenciei um universitário chocado ao descobrir que Michael já foi o “rei do pop” e negro. Enfim, não importa qual seja o atual ídolo pop, Rihanna, Justin, Britney, whoever, todos ouviram o cara na infância. Quem ouve o “Thriller” vê que a origem de tudo está lá, não tem por onde fugir. Alguns deles, Fergie, Kanye West, Akon (aquele que ganhou versão do Bonde do Maluco), remixaram os hits do álbum para a edição comemorativa de 25 anos, com DVD, capa holográfica, fotos e tal. Para se ter uma idéia, ele se mantém a esse tempo todo como o álbum mais vendido da história: mais de 65 milhões de cópias até o ano passado.

E “Thriller” deve conservar seu reinado. Vejamos: pesquisa divulgada pelo Los Angeles Times aponta o que já esperávamos, que o tempo passa e consumimos menos CDs. No ano passado, 48% adolescentes norte-americanos não compraram nenhum CD. Em 2006, essa fatia era de 38%. O total de CDs vendidos nos Estados Unidos caiu 17%, conforme dados da Nielsen SoundScan. Em contrapartida, o número de pessoas que compraram música on-line em 2007 chegou a 29 milhões (em 2006, eram 24 milhões). Na pesquisa, a justificativa de muitos adolescentes para deixar de comprar discos físicos é a comodidade: não precisa transferir as músicas do CD para o computador e, depois, jogá-las no iPod. Hunter Conrad, de 14, resume: “Ninguém quer as outras canções (de um disco), todos querem apenas os hits”

Deus, perdoai, eles não sabem o que dizem.

Inclusive um dos exemplos da matéria é um jovem que comprou essa edição comemorativa do “Thriller” pelo I-Tunes.

Será que eu sou o único ser jurássico quebaixa mp3, mas dá valor a ter o CD, com projeto gráfico todo bonitinho, como o último da Fernanda Takai cantando Nara Leão - absurdamente lindo de ouvir, mas de ver também?

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Sonic Youth no Abril Pro Rock?!

De dedos cruzados, aguardo o anúncio da programação oficial do Abril Pro Rock. Algumas atrações internacionais já foram confirmadas pela organização do evento. As primeiras foram Halloween e Gamma Ray, bandas alemãs de power metal. Respeito, mas não curto. Mais legal o super glam rock do New York Dolls, um dos precursores do punk nos EUA, que também é nome certo. Mas isso não é nada diante da minha expectativa pelo possível anúncio do Sonic Youth, minha paixão antiga, que me fez querer tocar baixo só por causa da Kim Gordon. Aquela mesma banda que Juno classifica como “barulho”. E quem disse que não era?! Só que não tem nada de sucks.

sonicyouthphoto2006.jpg

Estiveram no Claro Que É Rock, em São Paulo, no final de 2005, mas eu estava bem ferrada de grana. Sim, eu sei que esse show foi bem criticado e tals, mas… mas não interessa. Antes disso, participaram do TIM Festival, não lembro quando direito, só sei que eu era um bebê de menos de 20 anos que nem estágio podia ter ainda. Resumo: essa seria a primeira vez que eu poderia vê-los ao vivo em cores e altas distorções. Afinal, Recife é aqui do lado e eu sou uma moça ainda pobre, é verdade, mas com dois empregos que me permitem pagar prestações.

Sinceramente, acho difícil, pois a agenda oficial da banda indica que eles têm shows nos EUA em datas próximas ao APR (programado para 11, 12 e 27 de abril). Além do mais, a especulação toda começou a partir de uma nota do Lúcio Ribeiro. E se dependesse de notas dele o Radiohead já teria vindo ao TIM umas quatro vezes. Mas como a esperança é a última que morre já acendi minha vela para ver a turnê “Daydream Nation - Edition de Luxe”.

Teenage Riot, clássico!

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