
Só conseguir ver a exposição do Guy Bourdin nos últimos dias em SP. Já conhecia um pouco de sua obra, mas ver 177 fotos, polaroides e vídeos ajuda a dar uma unidade e assim compreendê-la melhor. São imagens produzidas entre 1950 e o início da década de 90, a maior parte delas usadas em publicidade para a marca de sapatos Charles Jourdan e editoriais da Vogue Francesa, das quais era colaborador frequente.

Influenciado pelas idéias surrealistas de Magritte e Buñuel, pupilo de Man Ray, suas fotos quebraram o padrão das imagens de moda da época, até então clássicas, elegantes, austeras. O glamour ainda estava lá, mas assim como seu colega mais famoso Helmut Newton, ele incorporou a esse universo a ousadia e fetiche: o erotismo nada velado, violência, ironia, cultura pop, corpos transformados em manequins e vice-versa…
Foi ainda pioneiro em colocar a moda em curtas-metragens e editoriais em movimento. Mas o que eu acho mais bacana é o fato de que a roupa raramente é protagonista, mas a foto é capaz de provocar o desejo.

Como Bourdin não cuidava muito bem de seu acervo, rejeitando convites para exposições e publicações, até sua morte, em 1991. Ele se recusava a ver suas fotos fora do suporte para o qual foram feitas: as revistas de moda. Quem decidiu reverter isso foi seu filho, Samuel, que atualmente se dedica a resgatar a obra do pai.

Foi Samuel também quem processou Madonna por causa de seu clip Hollywood. Vários takes desse clipe passaram pela minha cabeça durante a visita. Quando comentei, um amigo me contou essa história do processo. Revi a Madonna e, realmente, ela foi além da inspiração.

É interessante observar como as fotos feitas por Bourdin os anos 70 poderiam estar hoje em qualquer revista de moda e ainda soariam inovadoras e provocantes. Basta prestar atenção e ver as influências em fotógrafos atuais, desses que gostam de imagens meio sujas, meio bizarras em cores saturadas, como David Lachapelle e Terry Richardson.
Alguns exemplos são clássicos como todas as campanhas de Tom Ford. Se você for lá no site do Guy Bourdin, verá a inspiração dessa foto:

E até aqui no Brasil, como nessa antiga campanha da Arezzo:

E por fim o clipe da Madonna, pra quem quiser tirar a dúvida:
O Brasil de Santos, Araújos, Santanas…
Publicado Agosto 6, 2009 Beleza , Moda Deixar um ComentárioTags: Amanda Guimarães, Ana Bela, Ana Paula Araújo, Carmelita, Emanuela de Paula, Fabrícia Santana, Gracie Carvalho, Jacque Confortin, Janaína Santos, Malana, Patrícia de Jesus, Rojane, Samira Carvalho
O argumento de muitos estilistas é que não há modelos negras no mercado. Então as agências precisam abrir o olho para o monte de meninas lindas no país e que podem fazer bem mais do que moda praia. Algumas que furaram o cerco. O Brasil é mais do que Bündchens, Zimmermans e Hickmans.

Emanuela de Paula é uma das angels da Victoria's Secret e está entre as modelos mais bem pagas do mundo

A baiana Rojane foi a segunda colocada no concurso Elite Model Look Brasil há alguns anos

Gracie Carvalho está na nova campanha da DKNY e foi destaque na passarela da Miu Miu

Finalista do BNTM, Malana desfilou o ousado fio-dental da Neon, mas se sai muito bem em outros ângulos

Samira Carvalho, desfiles para Diane Von Furstenberg e na semana de Alta Costura de Paris

Patrícia de Jesus está dando um tempo das passarelas internacionais para estudar interpretação

Ana Bela, rosto de marcas como Revlon e M.A.C. A foto é da A Magazine inspirada em Michelle Obama

Fabrícia Santana

Carmelita Mendes

Ana Paula Araújo

Janaína Santos

Amanda Guimarães

Jaque Confortin
Então, você concorda que essas meninas precisem de cotas para desfilar?
Morre Naomi Sims, a primeira top model negra dos EUA
Publicado Agosto 4, 2009 Fotografia , Moda Deixar um ComentárioTags: Alek Wek, Beverly Johnson, Donyale Luna, Grace Jones, Iman, Modelos, Naomi Campbell, Naomi Sims, Tyra Banks, Veronica Webb, Vogue

Naomi Sims
primeira top model negra dos Estados Unidos, Naomi Sims, morreu de câncer aos 61 anos, anunciou nesta terça-feira a imprensa local.
Oriunda do Mississippi, onde nasceu em 1949, Sims se mudou posteriormente para Nova York, onde começou a desfilar e foi a primeira negra a aparecer na capa da Fashion of the Times, o suplemento dedicado à moda do jornal The New York Times, em 1967. Um ano mais tarde, foi capa da revista feminina Ladies Home Journal e, em 1969, alcançou fama mundial com uma foto na revista Life, ao ser declarada a Modelo do Ano.
“Graças a suas iniciativas pessoais e pioneiras, conseguiu criar um verdadeiro lugar para as mulheres negras na indústria das modelos”, afirmou Marcellous Jones, editora da The Fashion Insider.
Fonte: Terra
Belas modelos negras na história da moda

Donyale Luna, para Paco Rabanne. Foi a primeira na capa da Vogue inglesa.

Beverly Johnson foi a primeira negra na capa da Vogue América, nos anos 70

Iman apareceu nos anos 70 e arrasa até hoje, com o maridón David Bowie

Grace Jones não vivia só de música. Aqui com Azzedine Alaia

Veronica Webb, primeira negra na Revlon. Hoje na TV com Tim Gunn.

Supermodelo Tyra Banks foi uma das angels antes de apresentar o America's Next Top Model

A sudanesa Alek Wek, a mais negra das belezas nas passarelas

Os modelos da marca infantil Lemlem, da modelo Liya Kebede, são feitos a mão por costureiras da Etópia

Pra fechar a seleção gringa, a bela, barraqueira e icônica Naomi Campbell
Pra quem tem dificuldade em encontrar informações sobre modelos de todos os tempos, a dica é o site www.thefashioninsider.com
Amanhã tem black cast brasileiro. Problema é que não encontro foto da pioneira Veluma.
Pink-O’Range
Publicado Julho 27, 2009 Beleza , Moda 1 ComentárioTags: Auslander, Gloss, Hermès, Twiggy, Ungaro, Vanessa Giácomo
E aí, o que achas da misturinha de rosa com laranja?

Auslander, Fashion Rio Verão 2009/2010 *

Bolsa Hermès (2008/2009) e sandália Bettye Muller
Não, não… Assim é muito fácil se entregar a um modismo de verão! Mas diz aí se você encara misturar rosa com laranja assim?

Make no desfile da Ungaro (mar/09) e Vanessa Giácomo na Gloss (jul/09)
Curioso que a idéia não é tão nova assim. Muda o contexto, a estética, mas…

Twiggy, nos 60's, já apareceu assim
* Repara no vestidinho da Auslander lá em cima. MEODEOS, o bondage dress vai pegar no Brasil das popozudas? Tensão. Medo. Pânico.
* Se não viu o filme ou não conhece a história do Simonal, pare por aqui mesmo, ok? Não diga que não avisei…
Quando estreou o documentário “Ninguém Sabe o Duro que Dei”, percebi que eu era uma das poucas que conhecia algumas daquelas melodias cheias de suingue do Simonal. Não foi pela TV ou pelo rádio que o ouvi. A “culpa”, digamos assim, é da minha mãe, que mesmo engajada na esquerda ainda conserva um vinil do cara, do fim dos anos 60.
Vez por outra ela comentava sobre o incrível sucesso nas rádios, programas na TV, fotos com carrões e como tudo foi água abaixo após um bafafá envolvendo o Dops, que lhe rendeu a fama de dedo-duro e o ostracismo. Pra mim era difícil visualizar toda essa febre de que minha mãe falava. Nunca tinha visto nada sobre esse cara. Quando nasci ele já estava sumido há uns 10 anos. Eram apenas os relatos dela e um vinil velho.
A capa do disco mostra o negão todo-no-pano-passado, como se diz aqui no Ceará, óculos escuros, postura tô nem aí, tomando água de coco em plena areia da praia. O nome do álbum, “Alegria Alegria – Vol. 2″, estampado lá em cima. Um pouco mais embaixo do outro lado uma espécie de aviso, “quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga”.

Após ver o documentário, me pareceu bem emblemático. Olhei o ano de lançamento do álbum, 1968. O mundo pegou fogo naquela época, mas Simonal não parecia estar nem aí. Ele só queria curtir a vida, alegria, alegria, ressaltar sua posição de negro vitorioso, bem sucedido, que invadia a praia dos brancos sem cerimônias. E é por aí que os diretores seguem: Simonal seria ingênuo e despreocupado demais pra se meter verdadeiramente nessa briga. Podia até ter mais simpatia por um lado do que outro, nada mais que isso. Mas chegado a se exibir, falar demais, meteu os pés pelas mãos…
Não apenas os depoimentos do amigos corroboram isso, mas também os dos que queimaram seu filme, após o fatídico episódio de 71. Admiráveis as falas sinceras de Sérgio Cabral, que o considerava superestimado, e Ziraldo, que admitiu: não havia como fugir da dicotomia naquela época, o Brasil era feito de bons e maus, a esquerda e a direita, sem meios termos. Os depoimentos de Jaguar soam desnecessários à primeira vista, mas depois se entende porque estão lá: mostrar o lado sacana da esquerda.
Várias vozes são ouvidas, inclusive a do contador, que detonou toda a história. Simonal acusou o funcionário de desfalque em suas contas. Não se poderia esperar que ele contratasse uma auditoria, né. Mas a surra encomendada foi muito mais do que uma surra, foi uma tortura nas dependências do Dops. Segundo o contador, Simonal foi conivente e inclusive viu seu estado no dia seguinte. Para amigos e parentes, ele não tomou conhecimento do que aconteceu ali. Achei honesto manter as duas versões. O que ficou mais claro é que, de um jeito ou de outro, ele errou — e errou feio. Não foi santo, fez a própria cova. Mas não perderam tempo antes de jogar a terra em cima.
É inevitável sair da sessão com algumas perguntas. A maior delas é “onde estavam os amigos de Simonal quando ele estava na pior, ferrando o fígado?”. Afinal gente como Pelé, Nelson Motta, Miele e Chico Anysio tinham voz no Brasil dos anos 70. Também não vimos seus pares, cantores. Passados mais de 30 anos do imbróglio, eles não foram capazes de fazer um mea culpa ou ainda acreditam que, sim, ele foi um delator fdp? Embora apareça aquele documento da Presidência da República, não foi possível ouvir alguém do Dops? Alguma das pessoas ligadas ao caso?

São só alguns questionamentos que passaram pela minha cabeça e de vários que viram o filme. Mas, sim, agora deu pra ter uma idéia do tamanho do fenômeno Simonal. Já a dimensão do seu ostracismo se explica por si só. Se a idéia é resgatar o nome do cantor na história da música brasileira, precisaremos de mais um tempinho para ver se deu certo. Ainda não sei se seus disco estão sendo ou serão relançados, se há outros produtos a caminho. Só sei que o pessoal sai da sessão assobiando músicas que antes não conheciam. E isso é um bom começo. Lalala lalala…
A quem interessar, “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, está rolando pelo menos até quinta-feira, na sala 2 do Unibanco Dragão do Mar.
Os Gêmeos em NYC
Publicado Julho 16, 2009 Design Deixar um ComentárioTags: Grafite, Keith Haring, NYC, Os Gêmeos
A dupla de grafiteiros paulista “Os Gêmeos” que tem muros grafitados nos quatro cantos do planeta está em NYC com um objetivo: pintar o histórico mural da Houston Street. A pintura original, de 1982, era de ninguém mais ninguém menos do que Keith Haring. O convite foi feito a pedido da própria Haring Foundation. Ou seja, eles tão podendo mesmo.


Fonte e Fotos: Martha Cooper
Tilda revive dias de Orlando
Publicado Julho 16, 2009 Cinema , Moda Deixar um ComentárioTags: Orlando, Pringle of Scotland, Tilda Swinton

Ruiva, pálida e nada convencional, Tilda Swinton será a estrela da nova campanha da marca escocesa Pringle of Scotland — marca supertradicional, com 195 anos de existência e cujo carro-chefe é o cashmere. Se a idéia é dar uma sacudida na imagem da grife, está no caminho certo.
Segundo a empresa, Tilda foi escolhida por tem um senso de estilo super apurado e agradar jovens culturetes ao mesmo tempo que representa muito bem a imagem de uma mulher mais madura. Vale lembrar que seu estilo sóbrio, porém moderno, sempre se destaca nos red carpets por aí.

Em 2009: Cannes (de Haider Ackermann) e Oscar (Lanvin)
Com seu rosto anguloso e jeitão andrógino, Tilda estrela tanto a campanha feminina quanto a masculina da label. Seu primeiro papel de sucesso foi em “Orlando” (1992), adaptação do romance de Virginia Woolf. De forma bem resumida e simplista, Orlando vive por quatro séculos na Inglaterra, primeiro como homem, depois como mulher. Lembrando disso, a escolha de Tilda parece ainda mais apropriada.
Hard and hot
Publicado Julho 10, 2009 Moda Deixar um ComentárioTags: Calvin Klein, Cannes 2009, Wrangler
Ainda rende o resultado do Grand Prix de Press de Cannes 2009, realizado no fim de junho. A vencedora foi a campanha “We are animals”, desenvolvida ano passado pela agência francesa Fred & Farid para a Wrangler. Vários amigos publicitários ainda não engoliram: “não é publicidade, é editoral de moda”. A intenção era ser hard&hot, mas pra mim parece perícia policial.



Mas há outras questões. O Grand Prix é um termômetro do mercado, aponta o que vem por aí em imagens publicitárias. E aí a gente lembra da recente campanha Threesome da Calvin Klein Jeans, bem mais óbvia no hot. Ou seja, podemos esperar mais sexo e violência nas próximas campanhas? Déjà vu da polêmica do heroin chic dos anos 90…

Assim como a campanha da Calvin Klein (acima), a Wrangler sofreu censuras quando lançada no ano passado, principalmente nos Estados Unidos (Jura?!). A acusação é de que teria incitando a violência e a misoginia. A marca se defende, dizendo que as fotos representaram nada mais do que o conceito de liberdade dos seus jeans.
Como vieram me perguntar se valia a pena voar de Azul, vou contar minha primeira experiência com a companhia.
O embarque
De cara chamou atenção a imensa fila no check in. Claro, havia apenas dois guichês e o vôo estava lotado. Para piorar, o sistema deu uma pane. Como os clientes acham que aquela faixa amarela no chão é adesivo de decoração da Tok Stok, não havia fila, mas um aglomerado. Até aparecer uma mocinha com uniforme da Azul e botar ordem no galinheiro, digo na fila.
Independente da organização ou não das pessoas, parecria que a bendita não andava. A mocinha começou a pedir nossos RGs para agilizar o atendimento. A vinte minutos do embarque, eu ainda estava longe do guichê e tive certeza que o vôo atrasaria muito.
A “estratégia” do RG funcionou. Da fila fomos direto para o embarque, não houve tempo sequer para uma passadinha da LaSelva. Ali foi tudo muito rápido. A surpresa foi encontrar na organização do embarque o mesmo pessoal que estava nos guichês. Ou seja, os funcionários foram 2 em 1, mas duvido que recebam salário dobrado. Vale ressaltar que mesmo no meio dessa confusão toda, todos eram muito simpáticos e solícitos. Foi um verdadeiro milagre o avião sair com apenas dez minutos de atraso.
O vôo
Realmente, as poltronas fazer diferença. Não muita, mas faz. Pelo menos para mim e meus 1,60 metro de altura. Além disso, os primeiros lugares têm um espaço maior, o que provocou alguns passageiros a pedirem pra mudar de lugar. “Eu tenho 1,97″, pedia um deles.
O serviço de bordo é na base do pacotinho, prática que vinha sendo adotada por TAM e GOL e vem sendo revista com a concorrência. A diferença é que o pacotinho em questão não se resume a UM pacotinho de (compelete, conforme seu vôo: amendoim, barrinha de cereal, biscoito) e foda-se se você não gosta daquela… ehr, comida. Havia várias opções salgadas e doces: batata-frita, bolachinha coquetel, amendoim, biscoito, waffle. Os morta-fome não são coibidos e podem pegar todos os pacotinhos. E ainda repetir.
O desembarque
Aí vem a parte ruim. Somos avisados de que nossas bagagens estarão na esteira de número 1. Nada. Mais um tempo e começam a sair malas na esteira 3, mas são de outro vôo. Nada. Avisam que mudaram para a esteira 2. Corremos pra lá. Nada. Ficamos num vai e vem de esteiras, até que todas ficam vazias. E nós com cara de otários. Depois de quase meia hora, finalmente chegam as nossas bagagens na esteira 1 mesmo.
O problema maior é que a empresa oferece ônibus que saem de Viracopos, o aeroporto onde estávamos em Campinas, para outras cidades do interior e alguns pontos da capital. Então muita gente estava com medo de perder o ônibus e ter que esperar três horas pelo próximo. Eu, inclusive. A empresa agiu rápido e colocou ônibus extras para o atendimento, mas só soubemos disso quando chegamos no ponto, acreditando que só sairiamos de lá bem mais tarde. A equipe foi eficiente, mas faltou informação entre quem estava fora e quem estava dentro do terminal de desembarque. Aqueles radinhos que eles usam servem pra isso também, não?
O ônibus é rápido, silencioso, refrigerado e gratuito. Em uma hora e meia estava no terminal da Barra Funda. Quando fiz esse trajeto por conta própria — Viracopos – rodoviária de Campinas – Tietê – Barra Funda (não há outra opção) — foram mais de quatro horas perdidas, puxando mala pra lá e pra cá.
Vale a pena?
Depende da tarifa que você conseguir pegar. Por R$ 649, não. Dá pra achar mais barata em outras companhias que vão direto pra SP. Por R$ 239, como já vi em algumas promoções, vale demais. Eu paguei R$ 429. Valeu porque precisei comprar em cima da hora e não tinha tarifas interessantes no horário que eu precisava nas outras empresas.
Madonna e a patrulha do Photoshop
Publicado Julho 2, 2009 Fotografia , Moda Deixar um ComentárioTags: Louis Vuitton, Madonna
Assim que a primeira foto de Madonna para a nova campanha da Louis Vuitton foi divulgada, a Patrulha do Photoshop tocou a sirene.

“Ridículo, deixaram a Madonna com cara de 20 anos”, “Tem tanto Photoshop que tá parecendo uma Barbie”… Estranhei porque a LV está entre as marcas que sabem usar o recurso direito. Olhando com mais atenção, o contexto parecia provar que o excesso de Photoshop era intencional. As cores, o cenário, as orelhas de coelho (as mesas usadas no baile do MET), luvas… todo o resto tinha uma atmosfera de fantasia, de Alice no País das Maravilhas (super em todas com Tim Burton), uma estética corporal meio Beowulf.
Bom, vieram as demais fotos da campanha. E estou mais do que convencida de que novamente a Louis Vuitton fez um trabalho belíssimo. Todas as fotos têm essa atmosfera, reforçada pela quase falta de expressão facial de Madonna e poses duras, como se fosse uma boneca de fato que estivesse ali.
Claro que eu posso estar enganada. Mas, por acaso, até a fitinha vermelha da cabala no pulso o transforma na articulação da Barbie.
As roupas do rei
Publicado Julho 2, 2009 Moda , Música 1 ComentárioTags: Dennis Tompkins, Givenchy, Michael Jackson, Ricardo Tisci

Segundo a People, Dennis Tompkins estava criando, junto com o rei do pop, o figurino para os shows de Londres. A idéia era trazer alguns modelos icônicos da carreira de Michael para o século 21: a jaqueta de Thriller ganharia fibras óticas que se iluminariam. Já as meias, luvas e casacos brilhantes seriam adornados por mais de 300 cristais Swarovski. Ricardo Tisci chegou a comentar que faria parte dos figurinos para o show. A Givenchy era uma das grifes que tinham sido adotadas pelo astro recentemente. Pena que não veremos a concretização desses planos.
Takashi Murakami e Louis Vuitton
Publicado Julho 2, 2009 Cute , Moda Deixar um ComentárioTags: Louis Vuitton, Takashi Murakami
Tem como não achar fofíssimo esse vídeo “Superflat First Love” do Takashi Murakami? O curta desenhado como mangá celebra os seis anos de parceria com a Louis Vuitton. A menininha de “Superflat Monogram” cresceu e encontrou o primeiro amor em meio a uma viagem por criaturas “vuittonescas”. Sei que não é novidade, mas quis postar assim mesmo.
Vibe “Alice no País das Maravilhas” + “Em Algum Lugar do Passado” ;)
Michael, o estilo de uma década e da temporada
Publicado Junho 26, 2009 Moda , Música Deixar um ComentárioTags: Balenciaga, Balmain, Dragão Fashion, Givenchy, Louis Vuitton, Michael Jackson, Thriller, Videoclipe
No início dos anos 80, a música não era só mais um prazer da audição. A música era agora também visual. Após as primeiras (e pontuais) experiências de Richard Lester com os Beatles, o videoclipe se consolidava e deixava de ser um registro de uma apresentação e se tornava um produto novo, com linguagem específica. Surgia uma indústria poderosa que teria seu maior apoio na MTV, que dava seus primeiros passos. O videoclipe de estréia da emissora, em 1981, foi o apropriado para a ocasião “Video Killed the Radio Star”, da banda The Buggles. Mas certamente o campeão de execução foi Thriller (by John Landis) — o mais caro, o mais inovador, o pioneiro em apresentar uma narrativa, etc.
Mais do que nunca a imagem era importante para vender o produto música. E Michael Jackson foi o rosto dessa indústria, junto com Madonna. Outros artistas negros já tinham feito sucesso (o próprio Jackson 5, do qual fazia parte no casting da Motown), mas nada que se comparasse ao fenômeno dos seus mais de 100 milhões de cópias vendidas com Thriller, até hoje. Deram-lhe um título — merecido, vale ressaltar — de “Rei do Pop”, e sua indumentária tinha que fazer jus a ele. Era jovem, como ele e seu público, mas com toques de nobreza, como cabe a todo rei.
Os homens por trás do estilo de Michael eram os americanos Michael Bush e Dennis Tompkins, que desenharam quase todas as roupas usadas por ele em seus concertos. Trabalho bem sucedido: foram marcantes suas jaquetas militares estilizadas, as luvas com brilhos, as calças justas, as meias brancas, o chapéu Fedora, os óculos Ray Ban modelo aviador, os muitos dourados dos acessórios… Em meados dos anos 90, a carreira de Michael começava a declinar e ele bem que tentou um novo estilo mais ao gosto de época, calça preta, camisa branca aberta, com regata por baixo. Depois veio a fase alfaiataria impecável, com a qual enfrentou os tribunais. Mas nos ternos sempre tinha um douradinho, uma fita, um broche…

Bota-armadura de Michael, em 2001, e a coleção futurista de Guesquiere para Balenciaga, em 2007
Foram manrcantes eu disse? Ainda são. Agora mais do que nunca. Por anos conhecida como a década do mau gosto, os anos 80 foram recentemente “perdoados”. Como esse titulo já foi ostentado pela década de 70, parece comprovada a teoria de que 20 anos é o tempo necessário para uma moda ser depurada e reabilitada. Com a década de 80 novamente bombando em leggings — alô American Appareil — polainas e ombreiras, associado aos 50 anos de idade do ídolo e anúncio de sua turnê, muitas marcas prestaram homenagem a Michael em suas coleções de inverno.

Jaqueta Balmain da Rihanna remete ao look de Michael em 1984
Os exemplos mais célebres são as luvas Louis Vuitton, as jaquetas Balmain, o paletó de tachas Givenchy, que Michael antenadíssimo inclusive acabou adotando em suas últimas aparições.
Nas passarelas locais, também ecoaram os gritos de Michael Jackson… (Mark Greiner, Lindebergue Fernandes e Piorski, no último Dragão Fashion):



Resumindo: reis não morrem, meu bem, saem de cena.
Já tem mais de seis meses que me apaixonei por esses dois modelos Valentino completamente fora da minha R($)ealidade. Então, como de praxe, eu esperei. E não posso acreditar que até agora nenhuma marca brasileira “se inspirou” neles… Que delay é esse?
- Amo os vitorianos
- e scarpins de bico arredondado
E mudando completamente de assunto… ouvi uma música do Preliminaires, o novo do Iggy Pop: Les Fauilles Mortes, que foi sucesso com Yves Montand. O velho dog mostrando uma faceta Serge Gainsbourg. Cara, amey. Tentando baixar o resto do álbum pra ver se corresponde às expectativas.
Seu colega de trabalho, vizinho ou roomate carece de bons modos? Quem nunca passou por isso, né. Difícil dizer o hábito mais irritante: aquele que deixa o celular tocando nas alturas, o que cantarola o que só ele está ouvindo no I-Pod, o outro que não repõe o papel higiênico ou ainda o que deixa resto da refeição na geladeira ad eternum, entre tantos outros. Kerry Miller se irritou com um ladrão de comida. Em vez de colocar laxante nos chocolates, o que certamente indicaria o culpado (eu pensaria seriamente nessa opção), ela passou a deixar bilhetes constrangedores. A coletânea deu origem a seu site Passive Agressive Notes – que obviamente recebe inúmeras contribuições de todas as partes do mundo. Yes, a falta de noção parece ser universal.
Recadinho escolhido em clima campanha anti-paredão de som.
Mais um figurino: Amor à Flor da Pele
Publicado Junho 3, 2009 Cinema , Moda 1 ComentárioTags: Amor à Flor da Pele, Figurino, William Chang, Wong Kar Wai
Este é um dos figurinos mais emocionantes do cinema. Alguém com olhar menos atento poderá dizer que se trata do mesmo vestido em padronagens diferentes. E é mesmo, um lindo “cheongsam”, repetido 46 vezes para ser mais exato. Tudo é muito sutil e com um clima nouvelle vague irresistível.
Vale contextualizar que Wong Kar Wai faz parte do movimento conhecido como Segunda Nova Onda do cinema de Hong Kong, que tem como uma de suas principais características sublinhar a identidade de um país com muitas “caras”. Já foi dominada pela Grã Bretanha, hoje é administrada pela China, em uma geopolítica bastante confusa (uma ilha capitalista e bem sucedida em um país comunista radical).

Vemos na tela um país dividido entre a tradição chinesa e o consumismo e modernidade britânica, além de uma grande incerteza em relação ao futuro. E é assim que encontramos a protagonista, Li-Zhen, nos anos 60, uma Jackie O. de olhos puxados. O requinte do figurino está nessa sutil observação da influência ocidental em Hong Kong, da mulher que troca freneticamente de roupa na impossibilidade (ou medo) de mudar de vida. Estampas modernas sobre um modelo tradicional sedutor, mas asfixiante, justo, rígido, de gola alta. O vermelho forte a marcar sua perturbação; o verde, o fim da encenação, entre outros simbolismos — como o chinelo, quando “a outra” toma o lugar da esposa; a bolsa e a gravata como indícios da traição.
O nome do cara: William Chang! Responsável pela produção, edição e por esse figurino lindo de doer — e nesse caso não é apenas força de expressão.

Denim na construção civil? Sim, milhares de pessoas já doaram velhas calças jeans para a entidade 
























