Tudo azul na Azul?

Como vieram me perguntar se valia a pena voar de Azul, vou contar minha primeira experiência com a companhia.

O embarque
De cara chamou atenção a imensa fila no check in. Claro, havia apenas dois guichês e o vôo estava lotado. Para piorar, o sistema deu uma pane. Como os clientes acham que aquela faixa amarela no chão é adesivo de decoração da Tok Stok, não havia fila, mas um aglomerado. Até aparecer uma mocinha com uniforme da Azul e botar ordem no galinheiro, digo na fila.
Independente da organização ou não das pessoas, parecria que a bendita não andava. A mocinha começou a pedir nossos RGs para agilizar o atendimento. A vinte minutos do embarque, eu ainda estava longe do guichê e tive certeza que o vôo atrasaria muito.
A “estratégia” do RG funcionou. Da fila fomos direto para o embarque, não houve tempo sequer para uma passadinha da LaSelva. Ali foi tudo muito rápido. A surpresa foi encontrar na organização do embarque o mesmo pessoal que estava nos guichês. Ou seja, os funcionários foram 2 em 1, mas duvido que recebam salário dobrado. Vale ressaltar que mesmo no meio dessa confusão toda, todos eram muito simpáticos e solícitos. Foi um verdadeiro milagre o avião sair com apenas dez minutos de atraso.

O vôo
Realmente, as poltronas fazer diferença. Não muita, mas faz. Pelo menos para mim e meus 1,60 metro de altura. Além disso, os primeiros lugares têm um espaço maior, o que provocou alguns passageiros a pedirem pra mudar de lugar. “Eu tenho 1,97″, pedia um deles.
O serviço de bordo é na base do pacotinho, prática que vinha sendo adotada por TAM e GOL e vem sendo revista com a concorrência. A diferença é que o pacotinho em questão não se resume a UM pacotinho de (compelete, conforme seu vôo: amendoim, barrinha de cereal, biscoito) e foda-se se você não gosta daquela… ehr, comida. Havia várias opções salgadas e doces: batata-frita, bolachinha coquetel, amendoim, biscoito, waffle. Os morta-fome não são coibidos e podem pegar todos os pacotinhos. E ainda repetir.

O desembarque
Aí vem a parte ruim. Somos avisados de que nossas bagagens estarão na esteira de número 1. Nada. Mais um tempo e começam a sair malas na esteira 3, mas são de outro vôo. Nada. Avisam que mudaram para a esteira 2. Corremos pra lá. Nada. Ficamos num vai e vem de esteiras, até que todas ficam vazias. E nós com cara de otários. Depois de quase meia hora, finalmente chegam as nossas bagagens na esteira 1 mesmo.
O problema maior é que a empresa oferece ônibus que saem de Viracopos, o aeroporto onde estávamos em Campinas, para outras cidades do interior e alguns pontos da capital. Então muita gente estava com medo de perder o ônibus e ter que esperar três horas pelo próximo. Eu, inclusive. A empresa agiu rápido e colocou ônibus extras para o atendimento, mas só soubemos disso quando chegamos no ponto, acreditando que só sairiamos de lá bem mais tarde. A equipe foi eficiente, mas faltou informação entre quem estava fora e quem estava dentro do terminal de desembarque. Aqueles radinhos que eles usam servem pra isso também, não?
O ônibus é rápido, silencioso, refrigerado e gratuito. Em uma hora e meia estava no terminal da Barra Funda. Quando fiz esse trajeto por conta própria — Viracopos – rodoviária de Campinas – Tietê – Barra Funda (não há outra opção) — foram mais de quatro horas perdidas, puxando mala pra lá e pra cá.

Vale a pena?
Depende da tarifa que você conseguir pegar. Por R$ 649, não. Dá pra achar mais barata em outras companhias que vão direto pra SP. Por R$ 239, como já vi em algumas promoções, vale demais. Eu paguei R$ 429. Valeu porque precisei comprar em cima da hora e não tinha tarifas interessantes no horário que eu precisava nas outras empresas.

Madonna e a patrulha do Photoshop

Assim que a primeira foto de Madonna para a nova campanha da Louis Vuitton foi divulgada, a Patrulha do Photoshop tocou a sirene.

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“Ridículo, deixaram a Madonna com cara de 20 anos”, “Tem tanto Photoshop que tá parecendo uma Barbie”… Estranhei porque a LV está entre as marcas que sabem usar o recurso direito. Olhando com mais atenção, o contexto parecia provar que o excesso de Photoshop era intencional. As cores, o cenário, as orelhas de coelho (as mesas usadas no baile do MET), luvas… todo o resto tinha uma atmosfera de fantasia, de Alice no País das Maravilhas (super em todas com Tim Burton), uma estética corporal meio Beowulf.

Bom, vieram as demais fotos da campanha. E estou mais do que convencida de que novamente a Louis Vuitton fez um trabalho belíssimo. Todas as fotos têm essa atmosfera, reforçada pela quase falta de expressão facial de Madonna e poses duras, como se fosse uma boneca de fato que estivesse ali.

Claro que eu posso estar enganada. Mas, por acaso, até a fitinha vermelha da cabala no pulso o transforma na articulação da Barbie.

As roupas do rei

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Segundo a People, Dennis Tompkins estava criando, junto com o rei do pop, o figurino para os shows de Londres. A idéia era trazer alguns modelos icônicos da carreira de Michael para o século 21: a jaqueta de Thriller ganharia fibras óticas que se iluminariam. Já as meias, luvas e casacos brilhantes seriam adornados por mais de 300 cristais Swarovski. Ricardo Tisci chegou a comentar que faria parte dos figurinos para o show. A Givenchy era uma das grifes que tinham sido adotadas pelo astro recentemente. Pena que não veremos a concretização desses planos.

Takashi Murakami e Louis Vuitton

Tem como não achar fofíssimo esse vídeo “Superflat First Love” do Takashi Murakami? O curta desenhado como mangá celebra os seis anos de parceria com a Louis Vuitton. A menininha de “Superflat Monogram” cresceu e encontrou o primeiro amor em meio a uma viagem por criaturas “vuittonescas”. Sei que não é novidade, mas quis postar assim mesmo.

Vibe “Alice no País das Maravilhas” + “Em Algum Lugar do Passado” ;)

Michael, o estilo de uma década e da temporada

No início dos anos 80, a música não era só mais um prazer da audição. A música era agora também visual. Após as primeiras (e pontuais) experiências de Richard Lester com os Beatles, o videoclipe se consolidava e deixava de ser um registro de uma apresentação e se tornava um produto novo, com linguagem específica. Surgia uma indústria poderosa que teria seu maior apoio na MTV, que dava seus primeiros passos. O videoclipe de estréia da emissora, em 1981, foi o apropriado para a ocasião “Video Killed the Radio Star”, da banda The Buggles. Mas certamente o campeão de execução foi Thriller (by John Landis) — o mais caro, o mais inovador, o pioneiro em apresentar uma narrativa, etc.

Mais do que nunca a imagem era importante para vender o produto música. E Michael Jackson foi o rosto dessa indústria, junto com Madonna. Outros artistas negros já tinham feito sucesso (o próprio Jackson 5, do qual fazia parte no casting da Motown), mas nada que se comparasse ao fenômeno dos seus mais de 100 milhões de cópias vendidas com Thriller, até hoje. Deram-lhe um título — merecido, vale ressaltar — de  “Rei do Pop”, e sua indumentária tinha que fazer jus a ele. Era jovem, como ele e seu público, mas com toques de nobreza, como cabe a todo rei.

Os homens por trás do estilo de Michael eram os americanos Michael Bush e Dennis Tompkins, que desenharam quase todas as roupas usadas por ele em seus concertos. Trabalho bem sucedido: foram marcantes suas jaquetas militares estilizadas, as luvas com brilhos, as calças justas, as meias brancas, o chapéu Fedora, os óculos Ray Ban modelo aviador, os muitos dourados dos acessórios… Em meados dos anos 90, a carreira de Michael começava a declinar e ele bem que tentou um novo estilo mais ao gosto de época, calça preta, camisa branca aberta, com regata por baixo. Depois veio a fase alfaiataria impecável, com a qual enfrentou os tribunais. Mas nos ternos sempre tinha um douradinho, uma fita, um broche…

Bota-armadura de Michael, em 2001, e a coleção futurista de Guesquiere para Balenciaga, em 2007

Bota-armadura de Michael, em 2001, e a coleção futurista de Guesquiere para Balenciaga, em 2007

Foram manrcantes eu disse? Ainda são. Agora mais do que nunca. Por anos conhecida como a década do mau gosto, os anos 80 foram recentemente “perdoados”. Como esse titulo já foi ostentado pela década de 70, parece comprovada a teoria de que 20 anos é o tempo necessário para uma moda ser depurada e reabilitada. Com a década de 80 novamente bombando em leggings — alô American Appareil — polainas e ombreiras, associado aos 50 anos de idade do ídolo e anúncio de sua turnê, muitas marcas prestaram homenagem a Michael em suas coleções de inverno.

Jaqueta Balmain da Rihanna remete ao look de Michael em 1984

Jaqueta Balmain da Rihanna remete ao look de Michael em 1984

Os exemplos mais célebres são as luvas Louis Vuitton, as jaquetas Balmain, o paletó de tachas Givenchy, que Michael antenadíssimo inclusive acabou adotando em suas últimas aparições.

Nas passarelas locais, também ecoaram os gritos de Michael Jackson… (Mark Greiner, Lindebergue Fernandes e Piorski, no último Dragão Fashion):

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Resumindo: reis não morrem, meu bem, saem de cena.

Delay

Já tem mais de seis meses que me apaixonei por esses dois modelos Valentino completamente fora da minha R($)ealidade. Então, como de praxe, eu esperei. E não posso acreditar que até agora nenhuma marca brasileira “se inspirou” neles… Que delay é esse?

E mudando completamente de assunto… ouvi uma música do Preliminaires, o novo do Iggy Pop: Les Fauilles Mortes, que foi sucesso com Yves Montand. O velho dog mostrando uma faceta Serge Gainsbourg. Cara, amey. Tentando baixar o resto do álbum pra ver se corresponde às expectativas.

Quando falta a noção…

srslySeu colega de trabalho, vizinho ou roomate carece de bons modos? Quem nunca passou por isso, né. Difícil dizer o hábito mais irritante: aquele que deixa o celular tocando nas alturas, o que cantarola o que só ele está ouvindo no I-Pod, o outro que não repõe o papel higiênico ou ainda o que deixa resto da refeição na geladeira ad eternum, entre tantos outros. Kerry Miller se irritou com um ladrão de comida. Em vez de colocar laxante nos chocolates, o que certamente indicaria o culpado (eu pensaria seriamente nessa opção), ela passou a deixar bilhetes constrangedores. A coletânea deu origem a seu site Passive Agressive Notes – que obviamente recebe inúmeras contribuições de todas as partes do mundo. Yes, a falta de noção parece ser universal.

Recadinho escolhido em clima campanha anti-paredão de som.

Mais um figurino: Amor à Flor da Pele

Este é um dos figurinos mais emocionantes do cinema. Alguém com olhar menos atento poderá dizer que se trata do mesmo vestido em padronagens diferentes. E é mesmo, um lindo “cheongsam”, repetido 46 vezes para ser mais exato. Tudo é muito sutil e com um clima nouvelle vague irresistível.

Vale contextualizar que Wong Kar Wai faz parte do movimento conhecido como Segunda Nova Onda do cinema de Hong Kong, que tem como uma de suas principais características sublinhar a identidade de um país com muitas “caras”. Já foi dominada pela Grã Bretanha, hoje é administrada pela China, em uma geopolítica bastante confusa (uma ilha capitalista e bem sucedida em um país comunista radical).

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Vemos na tela um país dividido entre a tradição chinesa e o consumismo e modernidade britânica, além de uma grande incerteza em relação ao futuro. E é assim que encontramos a protagonista, Li-Zhen, nos anos 60, uma Jackie O. de olhos puxados. O requinte do figurino está nessa sutil observação da influência ocidental em Hong Kong, da mulher que troca freneticamente de roupa na impossibilidade (ou medo) de mudar de vida. Estampas modernas sobre um modelo tradicional sedutor, mas asfixiante, justo, rígido, de gola alta. O vermelho forte a marcar sua perturbação; o verde, o fim da encenação, entre outros simbolismos — como o chinelo, quando “a outra” toma o lugar  da esposa; a bolsa e a gravata como indícios da traição.

O nome do cara: William Chang! Responsável pela produção, edição e por esse figurino lindo de doer — e nesse caso não é apenas força de expressão.

O Baile, Ettore Scola

Madrugada “faringítica” e insone, revi “O Baile” (Le Bal, 1983), de Ettore Scola. Sem diálogos, o filme tem apenas um único cenário: um grande salão de dança.  Nesse imenso baile, se passa a história da França, da década de 30 ao fim dos 70, por meio de gestos, músicas e roupas (Ezio Altieri e Françoise Tournafond são os responsáveis pelo figurino). Estão lá a Segunda Guerra, a explosão do rock, os movimentos dos anos 60, a discoteca… e a atemporal busca por um par.

Não sei se foi lançado em DVD, mas quem se interessar é só arriscar na madrugada de terça pra quarta, no Telecine Cult.

Renato, o renovador *

Enquanto a mídia noticia os problemas financeiros da Zoomp após sua venda, o criador da marca ícone dos anos 80, Renato Kherlakian, aceita o desafio de emplacar mais um sucesso: a RK Denim.

A geração que curtiu os anos 1980 e meados da década de 1990 lembra do poder de fogo daquele raiozinho amarelo, tão ou mais conhecido do que muita logo internacional. Difícil esquecer tamanho sucesso, mas a hora é de virar a página e começar uma outra história.

Assim Renato Kherlakian, que criou em 1974 a mítica Zoomp, encara sua nova empreitada, a RK Denim, marca feminina de jeans premium, já com 200 pontos de venda no País. Em Fortaleza, a Lugage é a primeira a receber as peças da grife. Enquanto várias empresas deixaram seus investimentos para depois, o estilista retorna ao mercado após o fim do seu acordo de não concorrência com o grupo Identidade Moda, que comprou a Zoomp em 2006. [>>>]

* Matéria minha publicada no Diário do Nordeste.

Cenas de casamento *

Quem me conhece sabe que não sou fã das grandes e pomposas festonas de casamento. Digo para mim, porque prefiriria uma celebração simples e torrar a grana na viagem de lua-de-mel e na decoração do ap. Para quem alimenta esse grande sonho, ok, nada contra. Até fiz uma listinha de noivas e casamentos de cinema dignos de registro para fechar o mês de maio.

CASAMENTO GREGO. A família cospe o vestido todinho para desejar boa sorte.

CASAMENTO GREGO. A família cospe o vestido todinho, mas ok, é pra desejar boa sorte.

O CASAMENTO DE MURIEL. Prova de que ser comum não é nada interessante e a melhor trilha sonora: ABBA!

O CASAMENTO DE MURIEL. Prova de que ser comum não é nada interessante e a melhor trilha sonora: ABBA!

SIMPLESMETE AMOR. Até passei a considerar na igreja com essa cena.

SIMPLESMENTE AMOR. Até passei a considerar casamento na igreja com essa cena.

PODEROSO CHEFÃO II. Fim trágico, mas cerimônia linda em um clássico do cinema.

O PODEROSO CHEFÃO. Fim trágico, mas cerimônia linda em um clássico.

A NOIVA CADÁVER. Tim Burton, não precisa de mais explicações.

A NOIVA CADÁVER. Tim Burton, não precisa de mais explicações.

SEX AND THE CITY. O noivo é um panaca, mas o vestido Vivienne Westwood é sonho.

SEX AND THE CITY. O noivo é um panaca, mas o vestido Vivienne Westwood é sonho.

O FILHO DA NOIVA. Emocionante.

O FILHO DA NOIVA. Emocionante.

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. O casamento que não acontece.

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. O casamento que não acontece.

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. Gosto tanto desse filme que vão duas fotos.

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. Gosto tanto desse filme que vão duas fotos.

* Não confundir com Cenas de um Casamento, do Bergman. Esse fala de separação e de maneira bem dolorosa.

Drop Dead Gorgeous

Segunda-feira respondi a uma pesquisa no meio da rua sobre padrões de beleza e distúrbios alimentares. Chegando em casa, lembrei de uma exposição coletiva sobre “violências sutis” que vi em SP, no Itaú Cultural, há uns dois anos, se não me engano. Uma das fotógrafas era a mexicana Daniela Edburg, com a série Drop Dead Gorgeous.

A partir de um tema já meio enfadado, ela tem um conceito bem interessante. Suas fotos mostram mortes bizarras, que ridicularizam nossos desejos alimentares e a sociedade de consumo. As imagens remetem a cenas famosas tanto na pintura como no cinema. Uma curiosidade é que ela não trabalha com modelos profissionais, todas as mulheres são suas amigas, que se deixaram fotografar voluntariamente.

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Aperitivo do verão *

Realizado sob o signo de uma crise internacional, o Minas Trend Preview apresentou um discurso otimista para se adaptar a novos padrões de consumo. Otimismo esse que se traduziu nas passarelas em cores vivas, tecidos leves, formas fluidas e transparências. [>>>]

* Matéria minha publicada no Diário do Nordeste.

Deslizes acontecem

Natalie, você é linda, pegadora, talentosa. Namorou com o Gael, pegou o Santoro, flertou com Sean Penn, esteve em pelo menos uns 10 filmes bacanas nos últimos anos, politizada, senso de estilo invejável. Se o Oscar fosse meu, juro que te dava.

Enfim, já deu pra ver que admiro suas escolhas, mas eu pensaria duas vezes antes de usar de novo esse Balenciaga. Ele teria tudo pra ser lindo, mas é total derruba-peitos.

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Foi no jantar para a Associação de Correspondentes da Casa Branca, sábado (09 de maio) em Washington, DC. É triste constatar, mas as musas também erram. Ok, essa tem crédito ainda.

Fotos: JustJared

MoMA Feature: Destination Brazil

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A lojinha do MoMA está com uma coleção por tempo limitado dedicada ao Brasil. As quase 80 peças são exclusivas, muitas delas feitas à mão com materiais naturais como madeira e fibra de coco. Objetos para casa, bolsas, jóias e acessórios em geral. Alguns com cores e formas que remetem ao calçadão de Copacabana e o Cristo Redentor, outros menos óbvios. Os designers escolhidos vão desde pioneiros do mobiliário nacional, Sérgio Rodrigues e Paulo Mendes da Rocha, a nomes ligados à moda, como Gilson Martins, famoso por suas bolsas, Oskar Metsavaht (leia-se Osklen) e Francesca Romana. A bolsa criada pelos irmãos Campana em parceria com a Melissa também está lá.

A série Destination: Design já homenageou anteriormente Finlândia, Dinamarca, Buenos Aires, Berlim, Japão e Seul.

moma2Não sei quanto a você, mas para mim lojinhas de museu têm um apelo irresistível. Elas ficam ali na saída e pegam o visitante ainda encantado e doido pra levar um pedaço daquilo tudo para casa. Eu adoro e me entrego, nem que seja um lápis e um bloquinho, que eu não dou conta de usar. Tão bonitinho, deixa aí. Ou um imã de geladeira, que nem uso, pois não tenho, por enquanto, my own fridge.

Se não há viagens marcadas para Nova York, é possível conferir o catálogo e comprar pelo site do MoMA, mas não tem tanta graça, né.

Haja laquê!

Primeiro foi Drew Barrymore em uma das pré-estréias de Grey Gardens. Ontem, Anne Hathaway no baile do MET…

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Será que agora os cabelóns vão lá pra cima?

Carmen Mayrink Veiga rules.

Voilà Magritte et Duchamp

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bolsa longchamp (2009)

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camisetas energie / miss sixty (2009)

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vestido dormirpradespertar (2008)

“fallen shadows”, by prada (2008)

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camiseta zazzle

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anel alisa miller (2009)

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hussein chalayan (2009)

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man ray (mannequin with two coats and hats beside her), mannequin by duchamp (1966)

Balanço DFB 09

O começo…

dragao_markComo de praxe, a abertura do evento ficou por conta de Mark Greiner, queveio um tom mais comercial, com várias referências aos anos 80, em especial os ombros bem marcados. Mas se manteve fiel às suas estruturas de arquiteto e ao clima de delírio, com direito a flores&frutas&paetês e até mesmo um exercício de gestalt nos casacos incompletos. Os chapéus geométricos, feitos a partir de cúpulas de abajur mesmo, lembram não intencionalmente Isabella Blow. Daí você me pergunta: E de onde vêm aquele monte de madames na sala de desfiles? Elas usam isso? Claro que não. “Para realizar o desejo dos clientes, tenho meu atelier. Aqui, realizo os meus desejos”, diz Mark. Tá explicado.

Praia

dragao_castroSexy, sexy, sexy… e mega colorida. A passarela da Mar del Castro é contagiante, ainda mais com uma trilha sonora super bacana, com Ney Matogrosso ressuscitando um velho sucesso de Ronnie Von (!). Predomínio de cores primárias, recortes de zebra, dourados e muita pele a mostra em cavas, fendas e decotões vertiginosos. Acho tudo, mas é pra quem pode. Não dá pra fazer a tímida. Tem que pôr um brincão, calçar um tamancão e se jogar. Mas tem também umas saídas super ok para usar como vestidinho ou bata na cidade.

Dia-a-dia I

dragao_melcaPreferindo falar em identidade e trabalho autoral do que em conceito, Melca Janebro se mostra muito consciente do que faz. Faz um trabalho bonito e criativo com patchwork, que virou sua marca registrada e em mãos menos habilidosas poderiam resultar num crash de estampas apenas confuso. Gostei particularmente dos caftãs um pouco mais ajustadinhos ao corpo, do tipo que as mignons podem usar sem se perder dentro deles. Destaco também o que ela fez com o tradicional vestidão de decote bordado do Mercado Central. Tirou o ar de senhora e transformou num macaquinho super alegre, jovem e descontraído.

Dia-a-dia II

dragao_piorskiPiorski é marca-fenômeno. Desfile concorrido, lotado, parecia coisa de veterano. O fato é que as roupas com toque lúdico e muito bem cortadas e acabadas em algodão e tricoline (ideais para o nosso clima) ganharam clientes que são quase seguidoras. E a estilista parece que conseguiu acompanhar o passar dos anos das consumidoras fiéis. A marca ainda é bem jovem, mas menos infantil. O universo de flores e joaninhas se abriu para os ícones pops dos ano 80, sobretudo Madonna e Michael Jackson. Boa sacada, eles estão em todas: ela com seus 50, Jesus Luz e show no Brasil; ele em turnê de despedida e ingressos esgotados. O tema casou com as tachas e perólas que estão em evidência, assim como as cinturas altas e ombreiras. Coleção calcada no preto e branco, mas com espaço para cores, principalmente o vermelho, em estampas de notas musicais.

Dia-a-dia III

Os anos 80 abrindo espaço para os 90. Alguém lembrou dos 15 anos sem Kurt Cobain? Peças folgadas xadrezes, mas sem flanelas, que estamos no Ceará, né. E esqueça Ângela Chase.  Roberta Arruda traz chemises bordados, marcados por cintos, laços e flores, super girlies.

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Dia-a-dia IV

Cintura alta e gancho baixo. O horror da brasileira por anos. Mas se saruel e johdpur chegaram em uma marca como a Handara (leia MMM) é porque já não assusta tanto. Já vi muita cara feia do metier pra Handara no DFB, ainda mais este ano que veio de Handara mesmo, não de Reserva. Mas, quer saber, prefiro um comercial honesto, coeso e bem feito a um conceitual que não diz a que veio. Achei digno.

Luxo & glamour

dragao_samuelQue é disso que o povo gosta! A fila para o desfile do Samuel Cirnansck foi, sem dúvida, a maior. Passarela decorada com galho e sal para simular o inverno russo – a inspiração do estilista. A nobreza das czarinas com influência de Chanel e Poiret e um quê de Valentino. Muito volume, muita estrutura, mas também mulheres mais lânguidas e delicadas. Brilhos, brocados, casacões, tudo de encher os olhos. Os maldosos repetirão que é “estilista de madrinha”, mas dentro do que se propõe é imbatível, com corte preciso, caimento perfeito e beleza. Atire a primeira pedra quem não saiu da sala querendo um baile, um casamento, qualquer coisa (e dinheiro no bolso, claro) só pra ostentar um vestidão daquele! Curiosidade: foi exatamente o mesmo desfile da SPFW, sem mudanças no styling, apenas dois looks originalmente em veludo foram refeitos em jeans black.

Criança também é gente

dragao_jolieAlgumas marcas gringas como a Dior já tinham uma divisão infantil, mas foi de um ano para cá que a coisa pegou gás. Veja a Little Marc Jacobs. A explicação não é difícil: criança não consome, mas tem cada dia mais opinião e influencia nos hábitos de consumo da casa. Quem tem filho ou sobrinho sabe como é. E em tempos em que Suri Cruise (fofa!) é tão celebridade quanto seus pais, Zahara já faz cara de abuso pra paparazzi e a People faz ranking de crianças mais influentes… Coincidência ou não, tivemos um desfile infantil pela primeira vez no Dragão Fashion, da Jolie Jolie (por Andréa Cerqueira), e a Melca Janebro, veterana do evento, lançou sua linha para crianças. E, sim, conseguiram acertar, sem transformá-las em bonequinhas ou em mini-anãs, que são as duas armadilhas mais fáceis nesse mercado.

Melhore, meu povo!

Infelizmente ainda falta parte da platéia (adolescentes, principalmente) se dar conta que um desfile não é uma lanchonete para a galera ficar comendo,  conversando e fazendo fiu-fiu pros modelos. Sentei à frente de um grupo desses no desfile do João Pimenta. Desfile esse que não era fácil para o público e acabou virando chacota, com muito risinho, muita piadinha. Ok, o circo estava por ali, mas não era palhaçada. Não consegui me concentrar nos looks, nem na trilha sonoram, e a apresentação como um todo acabou se perdendo na minha cabeça.

A bendita sala do barro continua tendo menos lugar do que gente pra assistir o desfile. Mas o que mais me incomoda não é isso. É ver o faniquito do povo pela primeira fila. Gosto de sentar bonitinha, confortável e com aquela visão que só a primeira fila dá? Claro que gosto, né. Mas não acho nenhuma humilhação sentar no chão ou na segunda fila se chegar atrasada. Eu quero é ver. “Ah, não dá pra ver direito os detalhes…”. Dependendo do detalhe, nem na primeira você vê. Então, pintou dúvida, é só usar perguntar diretamente ao estilista depois, até mesmo no backstage, que se você estiver lá trabalhando mesmo, vai ter acesso. Sem falar na vergonhalhêa total de ver uma pessoa negando ceder o lugar pra dona Laís Person – que já trabalhava com jornalismo de moda antes de seus pais pensarem em você.

E a minha estrelinha de ouro vai para…

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Lindebergue Fernandes: Já vi muita platéia se deixar levar por um cenário bem construído, uma trilha sonora contagiante ou pelo carisma do estilista. Lindebergue conta com tudo isso. Mas não só com isso. O sucesso do seu desfile, um dos poucos aplaudidos de pé, foi mais do que merecido. Trabalho bem concebido, bem realizado e bem executado. O tema não era fácil, natividades. Terreno perigoso para cair na caricatura, no folclore, no velho rame-rame de sempre. Mas Lindebergue trouxe tudo para o presente, com looks de grande impacto como os vestidos com camadas de tecidos esvoaçantes sobrepostos. Daí serem propostas usáveis.  Informação de moda também mostrou que tem, com seus acessórios enorme e geométricos, ombros destacados, abotoamentos duplos… e os casacóns de sisal e punho de rede! Há, nossa versão do Margiela lá de baixo. Gosto também de quem faz um novo caminho. A trajetória do Lindebergue vinha muito marcada pelo seu trabalho com jeans e agora lá está ele se jogando numa malha siliconada que parece couro de longe.

Só comentando…

Belo desfile da Gilvânia Monique, com looks artesanais (sem renegar as origens), mas super atuais e que fariam bonito em qualquer festa em qualquer lugar do Ocidente, em especial os pretos.

Ese Dragão teve muita surpresa boa nos materiais, do tipo “parece, mas não é”. O couro de Lindebergue Fernandes era malha siliconada e o tecido com aspecto molhado de Iury Costa era um resinado belíssimo.

Truques de styling mais usados: saia de tule por baixo de outra saia ou vestido e sandália com meia.

Fotos: Divulgação (Roberta Braga / Agência KFK)

Promotora quer cota para negros em desfiles

Muito se tem falado da cota para negros, proposta do Ministério Público, para a SPFW e das declarações dos envolvidos, como a estilista Glória Coelho, à Folha de São Paulo em matéria sobre o assunto. Como o conteúdo é exclusivo para assinantes, taí o Ctrl-C, Ctrl-V salvador:

Promotora quer cota para negros em desfiles

PAULO SAMPAIO
DA REPORTAGEM LOCAL

As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles -no estilo do que já fazem as universidades públicas. Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW.
A ideia das cotas é da promotora Déborah Kelly Affonso, do grupo de atuação especial de inclusão do Ministério Público.
“O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar”, afirma ela.
No Brasil, 49,7 % da população é composta por negros e pardos, segundo o último censo do IBGE (de 2007).
Apesar da perspectiva de estar na vanguarda mundial da moda, nem todos os estilistas brasileiros, agentes de modelos e produtores parecem felizes com a exigência de usar um percentual -ainda não estabelecido- de modelos negros.
“Acusar a Fashion Week de racismo é um absurdo. O mercado é quem manda. Você acha que alguém seria idiota de dispensar uma negra que fatura milhões?”, pergunta o empresário Eli Hadid, da agência Mega, que diz ter cerca de 13% de negros em seu casting.
A estilista Glória Coelho é da opinião que “a cota pode interferir na obra do estilista”. “Nosso trabalho é arte, algo que tem de dar emoção para o nosso grupo, para as pessoas que se identificam com a gente”, diz.
Para Glória, “na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?”

A modelo Emanuela de Paula, 19, que afirma que o mercado de trabalho é limitado para negros

A modelo Emanuela de Paula, 19, que afirma que o mercado de trabalho é limitado para negros

Desproporção
O inquérito da Promotoria tem como ponto de partida reportagens publicadas pela Folha em janeiro de 2008. Naquela temporada, apenas oito dos 344 modelos que desfilaram eram negros -2,3% do total.
A promotora chamou profissionais ligados à SPFW para conversar. Primeiro, se reuniu com o empresário Paulo Borges, criador do evento: “Ele disse que não tem controle sobre quem vai desfilar”, afirma a promotora.
“Em 2007, por causa de problemas de modelos com anorexia, a Luminosidade [empresa que administra a Fashion Week, da qual Borges é sócio] assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Promotoria da Saúde Pública e da Juventude se comprometendo a cumprir uma série de exigências, inclusive em relação à idade mínima das modelos [16]. Isso passou a figurar em uma espécie de “manual das grifes” da SPFW. Agora, ele [Borges] diz que não é possível consignar no manual a exigência da cota. No que é diferente das outras?”, pergunta.
Procurado, Borges mandou dizer por sua assessoria que o fato de ter adotado um filho negro denota, por si, sua posição política clara contra o racismo -por mais que a relação com o filho não seja comercial.
Ele foi chamado para reunir-se com a promotora outra vez, na semana passada, mas alegou que o aviso de recebimento não havia chegado em sua casa e que, no dia, estava em Brasília.
Ainda não há prazo para estabelecer a cota, mas a promotora diz que, caso não se cumpra o TAC, “o caminho é entrar com uma ação contra o evento”.

Se fosse Barack Obama…
Apesar do falatório, Déborah diz que ninguém se opôs formalmente à proposta. Sua preocupação é que houvesse um boicote de estilistas e isso causasse um impacto financeiro ruim no evento. Mas esse risco não existe, garantiram os entrevistados (até porque, boicotar seria assumir publicamente uma postura racista).
Além de Hadid e Borges, ela chamou para conversar o empresário Hélder Dias de Araújo e os estilistas Lino Villaventura e Alexandre Herchcovitch.
Dono de uma agência de modelos negros, Hélder é o único a acusar abertamente a SPFW de prática de racismo. “Claro que existe [preconceito]. É mais social do que racial. Se fosse um Pelé, um Barack Obama, ninguém iria ignorar.”
Ainda assim, Hélder é contra a cota. “O Brasil tem é de tomar vergonha e ver que não é um lugar de raça pura”, diz.
Lino Villaventura não se opõe à cota. Segundo a promotora, o estilista teme, porém, que a exigência leve a uma espécie de desabastecimento de modelos negros no mercado. Lino receia que as agências venham a cobrar “uma fortuna” por eles, já que haverá falta. Procurado, Lino não quis falar.
Alexandre Herchcovitch também não se opõe. “Pra mim, isso (cota) não é problema. Nunca excluí modelo por causa de cor”, diz. Ele não acha que a cota pode interferir na obra do estilista. “Quando se escolhe o modelo, a roupa já está criada. Isso é o mais importante”, diz.
A promotora Déborah também não se sensibiliza com o argumento da interferência na obra de arte. “Há algum tempo ouvi uma entrevista do Paulo Borges onde ele dizia. “Moda não é arte. Moda é serviço, é dinheiro. É um negócio.’”
“Nesse ponto”, conclui ela, “a gente está de acordo”.

As capas que estão dando o que falar

Do site da Vogue:

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Para a edição especial que homenageia as principais tops do mundo, a editrix Anna Wintour selecionou suas queridinhas para estrelar a capa. As brasileiras Caroline Trentini, Isabeli Fontana e Raquel Zimmermann posam ao lado de Liya Kebede, Natalia Vodianova, Anna Jagodzinska, Lara Stone, Jourdan Dunn e Natasha Poly. Um poder só. A revista ainda esmiuça a vida das meninas; em pauta, namorados, dietas, filhos…

Anna Wintour sempre celebra as principais tops em suas capas. Em maio de 2007, Lily Donaldson, Hilary Rhoda, Doutzen Kroes, Sasha Pivovarova, Caroline Trentini, Raquel Zimmermann, Jessica Stam, Chanel Iman, Coco Rocha e Agyness Deyn formaram o dream tem, sob o título de “The World’s Nex Top Models”. Isabeli Fontana também figurou numa outra capa do gênero, dessa vez em setembro de 2004. Fotografada pelo mesmo Steven Meisel que assina a edição de maio de 2009, Isabeli apareceu na capa da edição “Models Of The Moment” ao lado de Daria Werbowy, Natalia Vodianova, Gisele Bündchen, Karolina Kurkova, Liya Kebede, Hana Soukupova Gemma Ward e Karen Elson.

O que o site não informa é a primeirona capa do gênero: Janeiro de 1990.

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Editada por Elizabeth Tilberis e fotografada por Peter Lindbergh, lá estavam Naomi Campbell, Linda Evangelista, Tatjana Patitz, Christy Turlington and Cindy Crawford. Era o início da era das super models. Depois viriam a fama hollywoodiana, os clipes do George Michael (Too Funky e Freedom 90)  e as frases de efeito (”Não levanto da cama por menos de 10 mil dólares”, atribuída à Linda Evangelista).

E falando em capa de revista, não tinha muita fé no tal photoshop zero da Elle francesa…

elle

… até ver a capa com a Sophie Marceau. É difícil acreditar que a moça aí do meio seja a mesma Elektra King do 007.

She’s the cover in the magazine

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