Tag Archives: 60’s

The Last Shadow Puppets

28 nov

Já vi alguns fãs reclamando da simplicidade desse clip. Não o acho tão simples assim. Só a coreografia talvez, mas dentro do conjunto do plano seqüência, com esse jogo de iluminação, uma discreta op art, seu quase p&b (um raro lance de cor nas meias-calças) e essa estética 60’s que eu AMO, fica tudo perfeito. Já tinha baixado a música e me apaixonado por ela há um tempo quando vi o clipe.

E o pandeirinho do Alex? Adorable!

No Youtube tem os três clipes (Standing Next to Me, The Age of Understatement e My Mistakes Were Made for You) e mais um bocado de versões acústicas gravadas em um estúdio em NY, como Meeting Place.

Happy! Happy! Everybody’s happy!

Sim, The Last Shadow Puppets é a banda que ocupa meu coração no momento. Muito melhor que Arctic Monkeys ou The Rascals. :)

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Beatles é coisa séria

26 maio

Não leio mais resenha de filme antes de assisti-lo. Quando vierem comentar, tapo os ouvidos. De agora em diante, só me entrego a um cinema sem expectativas. Depois de achar o trailler fofo, ler e ouvir elogios da amigos e da crítica, fui ver o tal do Across the Universe. A premissa é até boa: contar a história dos Estados Unidos nos anos 60 através de canções dos Beatles, e ainda com uma jovem promessa, o novo Ewan McGregor. Mas… ai, sono.

Não é péssimo, mas também não é brilhante como alardeado aos quatro ventos. É enfadonho, longo demais, tem problemas de conexão e o carisma do elenco é zero. Normalmente, a trilha é feita para o filme. No caso de Across the Universe, o caminho foi claramente inverso. Talvez por isso, a pobreza do roteiro, engessado às músicas, com excesso de informação e personagens que entram na trama sem função alguma, só para citar She Came in Through the Bathroom Window e justificar a execução de Dear Prudence, por exemplo.

Boas sacadas, como recontextualizar I Want You e Strawberry Fields Forever, politizando-as, são eclipsadas por outras, como aquela da viagem de ônibus e a tentativa de transformar a psicodelia em surrealismo na cena do lago. Dali deve estar se remexendo no túmulo depois daquelas bailarinas prateadas… Triste também ver as claras citações a Janis Joplin e Jimi Hendrix resumidas a um casal que se junta e se separa sem quê nem pra quê. Nem mesmo o figurino, indicado ao Oscar, se destaca, não é mais do que correto.

Talvez se não tivesse criado expectativa eu até tivesse gostado. Mas, sinceramente, saí frustrada. Assim, se for pra ver um musical com canções contemporâneas, prefiro Moulin Rouge. Se for pra acompanhar a hsitória americana, vou de Hair. Para ouvir uma trilha só com músicas dos Beatles, coloco I Am Sam pra tocar. E para ver o “novo Ewan McGregor”, fico com o velho Ewan McGregor mesmo — que a propósito teria sido bem mais ousado na citação à foto de Annie Lebovitz, super apropriado à época retratada. A filmografia do moço tá aí pra provar.

Sei lá, podem me chamar de rabungenta, mas pra mim Beatles é coisa séria.