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Casa Moda Sebrae: imagens reunidas em livro

16 nov

Mark Greiner


Lindebergue Fernandes


Só uma amostrinha do livro-catálogo Casa Moda Sebrae, que será lançado hoje, para convidados, na Casa Cor Ceará. Acompanhada de um DVD, a publicação apresenta imagens que representam o trabalho de profissionais como Mark Greiner, Ruth Aragão e Cláudio Quinderé, entre outros que expuseram suas peças no espaço. Numa simbiose entre arquitetura, moda e design, o espaço Casa Moda Sebrae é uma criação da arquiteta Andréa Dellamonica. O livro foi coordenado por Ana Naddaf, Gustavo Almeida-Santos e Mark Greiner. As fotos são de Caio Ferreira.

Estilistas e designers participantes: Alysson Aragão, Ana Vilela, Anastácio Jr., Anderson Cleyton, Ayres Jr., Cândida Lopes, J. Cabral, Carlos Capucho, Catarina Mina (Joana de Paula e Celina Hissa), Cláudio Quinderé, Fabiana Maurício, Francisco Matias, Iury Costa, João Sobarr, Kalil Nepomuceno, Lindebergue Fernandes, Mar Del Castro (André e Rafa Castro), Marco D`Julio, Mark Greiner, Melca Janebro, Ruth Aragão, Sei Barros e Sérgio Gurgel.

Biografia dos Beatles em HQ

11 nov

Aproveitando a passagem de Paul McCartney pelo país este mês, chega ao Brasil no dia 27 de novembro, pela editora Conrad, O Pequeno Livro dos Beatles, do desenhista francês Hervé Bourhis. A história em quadrinhos narra a biografia do Fab Four entre 1940 e 2009, compreendendo o período que vai desde a formação do grupo, passando pela dissolução dele e, ainda, retratando as carreiras solo dos integrantes.

Hervé não é nenhum estranho à mistura de quadrinhos e música: é autor de O Pequeno Livro do Rock, que conta a saga do gênero musical partindo de seus primórdios.

(mas esse Lennon do Rubber Soul tá meio mal encarado, não?)

 

Fonte: http://www.rollingstone.com.br

Roupa é subjetividade

5 nov

Tinha postado esse conto da Marina Colasanti no ano passado, antes do Blogueisso me deixar na mão e apagar boa parte do meu passado bloguístico. Consegui recuperar os rascunhos de alguns posts e irei postá-los pouco a pouco. Resolvi começar com esse, nem sei por quê.

Analisamos o percurso narrativo desse texto em uma aula de semiótica discursiva no primeiro semestre de curso. Não se preocupem, deixarei os quadrados semióticos de lado e postarei apenas o conto. Curto e contundente. Prestem atenção no papel da vaidade (expressa pelas roupas, maquiagens, cabelos) na construção da auto-estima e dos relacionamentos.

Marquei algumas passagens em negrito, não à toa. Tirar seus cortes de seda e batons é também silenciá-la, atacando sua subjetividade. De sujeito, ela passa a animal, a objeto, a uma pálida sombra do que fora.

 

Para que ninguém a quisesse
In: Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

 

* * *

PÓS POST: Pra quem gosta de moda e literatura: Um dia antes, o super Oficina de Estilo fez um post delícia relacionando a teoria de construção do conto (de Edgard Allan Poe) com o processo do vestir.

50 vestidos que mudaram o mundo, segundo o Design Museum de Londres

20 set

Sei que o blog ficou abandonado nos últimos dias, mas foi por uma boa causa: estava em São Paulo, participando do Colóquio de Moda e fazendo algumas pesquisas. Aos poucos vou colocando aqui as minhas impressões das melhores palestras e GTs — teve muita coisa boa! Por causa do corre-corre que passei por lá, não deu tempo de preparar o “Bora prestar atenção?”, mas semana que vem ele está aqui.

Na sexta-feira conferi a feira de livros da PUC. Não é tão grande e famosa quanto a da USP, mas deu pra fazer um pequeno estrago. Comprei três livros mais “cabeçudos” e um que é puro encantamento, que foi o primeiro que li, ainda no avião, voltando pra Fortaleza: “Cinquenta Vestidos que Mudaram o Mundo”. É uma compilação feita pelo Design Museum de Londres de 50 vestidos icônicos do cinema, das passarelas, dos editoriais — e da vida! Em comum, o fato de que todos eles impactaram substancialmente o mundo do design, com reflexos econômicos, sociais e sexuais.

Na capa, o famoso pretinho básico Givenchy imortalizado por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo. Dentro, o branco esvoaçante que Marilyn Monroe usou em O Pecado Mora ao Lado, o vintage Valentino com que Julia Roberts recebeu Oscar, o Modrian de Yves Saint Laurent, o vestido envelope criado por Diane Von Fürstenberg, o traje de noiva da princesa Diana, o curioso vestido topless e até um não-vestido, o terninho Chanel… Tudo em ordem cronológica, começando pelo vestido Delphos (1915) e terminando nos LEDs tecnológicos  de Chalayan (2007).

Como toda lista, a gente sempre sente falta de um ou outro vestido, que na nossa cabeça deveria estar ali. Eu, por exemplo, acrescentaria o vestido de noiva usado por Madonna em Like a Virgin e algum vestido usado por Michelle Obama. Só fico em dúvida entre o vestido preto e branco da White House/Black Market, que ela usou no programa da Oprah e que fez a americana comum acreditar que pode ser tão elegante quanto a primeira dama, e o branco Jason Wu, do baile da posse e que representava o novo e o multiculturalismo definido pelo casal presidencial.

>>> PS: Fazem parte da coleção ainda os livros sobre os 50 carros, 50 cadeiras e 50 sapatos que mudaram o mundo. Folheei o de sapatos e vi na lista as sandálias Melissa, os chinelos Havaianas e a plataforma que Salvatore Ferragamo criou para Carmem Miranda.

Serviço:
Cinquenta Vestidos que Mudaram o Mundo
Coleção 50
Autêntica Editora
R$ 34,00 (na feira, paguei R$ 27,00)