Moda Cor Ceará de olho no novo consumidor

11 nov

A partir de 2011, a tradicional Casa Cor Ceará contará com uma plataforma de moda, a Moda Cor Ceará, com foco no empreendedorismo. Com o selo Fresh Brands, fica bem clara a proposta de investir em marcas capazes de entender o mercado global e as necessidades desse novo consumidor, imerso nas redes sociais e interessado por sustentabilidade, por exemplo.

Além dos desfiles em passarela de 30 metros, haverá mesas redondas e debates para discutir a moda em suas diversas vertentes (arte, cultura, negócios). Alguns nomes estão sendo sondados e são tidos como certos pela organização do evento. A intenção é trazer Jackson Araújo, Lula Rodrigues e Carol Garcia. Se der tudo certo, promete, né?

A idealização e produção do evento conta com o know-how de Iorrana Aguiar (ex-Santana Textiles, Dragão Pensando Moda e Decode Office) e Cláudio Silveira (Dragão Fashion, Iguatemi Mix).

No lançamento da Moda Cor Ceará, ontem, as atenções se voltaram para a palestra de Ângela Hirata, responsável pelo case de sucesso das sandálias Havaianas, que passou de sandália popular à moda pop, calçando pezinhos como os de Gisele Bundchen e Madonna. Ela contou as dificuldades que encontrou quando assumiu o departamento de comércio exterior da Alpagartas: vendas baixas, equipe desmotivada, poucas verbas e o descrédito dos seus próprios chefes.

Em vez de investir em marcas como a Topper (que também faz parte do grupo), que fabrica chuteiras e teria que competir com gigantes como Nike e Adidas, Ângela deu o pulo do gato com um produto praticamente sem concorrência e com cara de Brasil: chinelos coloridos de borracha. Deu um up de auto-estima na equipe, mexeu na identidade visual do produto e com ações precisas junto a celebridades e lojas de referência, como a Galeries Lafayette, conseguiu mídia espontânea e emplacar as Havaianas praticamente no mundo todo.

A idéia estava em seu próprio corpo: Ângela usava um vestido de renda filé comprado no Ceará. Colorido, com informações de moda, étnico sem ser folclórico e a nossa cara. Você não vai encontrar um desses em qualquer lugar por aí.

Para encerrar, nada como um bom exemplo. Mark Greiner apresentou um pocket-desfile com suas noivas dramáticas e teatrais.

(foto de celular, relevem a qualidade)

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Biografia dos Beatles em HQ

11 nov

Aproveitando a passagem de Paul McCartney pelo país este mês, chega ao Brasil no dia 27 de novembro, pela editora Conrad, O Pequeno Livro dos Beatles, do desenhista francês Hervé Bourhis. A história em quadrinhos narra a biografia do Fab Four entre 1940 e 2009, compreendendo o período que vai desde a formação do grupo, passando pela dissolução dele e, ainda, retratando as carreiras solo dos integrantes.

Hervé não é nenhum estranho à mistura de quadrinhos e música: é autor de O Pequeno Livro do Rock, que conta a saga do gênero musical partindo de seus primórdios.

(mas esse Lennon do Rubber Soul tá meio mal encarado, não?)

 

Fonte: http://www.rollingstone.com.br

A tal Geração Y, pela Box1824

10 nov

Depois de escovar os dentes e tomar café, a primeira coisa que eu faço é checar meu e-mail, facebook e twitter e acessar o msn. Conheço alguns que são mais hard e já conferem tudo isso no smartphone antes mesmo de se levantar da cama. O fato é que todos nós nascidos de 1980 até meados da década de 90 fazemos parte da chamada Geração Y e somos alvo de inúmeras pesquisas de comportamento. Estamos no auge de nossa capacidade produtiva e temos mais poder aquisitivo que nossos pais na nossa idade. E isso interessa muita gente por aí, na moda, na tecnologia, no marketing…

A Box1824 é um escritório de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo. Essa semana eles lançaram um vídeo com o resultado de estudos feitos nos últimos cinco anos, que retrata bem a Geração Y. Na verdade, se você faz parte dela, irá achar tudo óbvio. É o nosso dia-a-dia, mas muitas empresas ainda estão tentando compreender esse estilo de vida, esse jeito de pensar e de se relacionar com as outras pessoas e o ambiente. O ponto mais importante é a familiaridade com novas tecnologias, que nos levam a um modo de pensamento não-linear e a vontade de compartilhar idéias e interesses pela rede. Descobri o vídeo pelo Twitter. Sintomático, né?

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=16641689&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=1&color=00ADEF&fullscreen=1&autoplay=0&loop=0

We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.

Só não concordo com a expressão “identidades DETERMINADAS pela internet”. Sou meio purista com essas coisas. Prefiro o termo ATRAVESSADAS, que é o que muita gente vem usando em estudos contemporâneos.

Quase toda banda tem um pouco de Beatles

10 nov

Os Beatles estrearam nas paradas em 1962, com Love Me Do, e a cultura jovem viu nascer um novo fenômeno, só comparável a Elvis Presley naquele momento: The Beatles. Inicialmente os quatro rapazes de Liverpool se tornaram uma febre com um iê-iê-iê dançante e descompromissado. Foi o maior sucesso da indústria fonográfica, um dos melhores exemplos de produto da cultura de massa e sociedade de consumo da época. Até borrachas escolares e jogos de mesa com a cara de John, Paul, George e Ringo eram vendidos. Os ternos e cabelos moptop eram copiados à exaustão.

Em 1967, gravaram aquele que foi considerado o álbum mais revolucionário da história do rock: Sgt. Peppers’ Lonely Hearts Club Band, que foi mais fundo no experimentalismo e psicodelia iniciado em Revolver (meu disco favorito deles, só pra constar mesmo). Embora pouco tocado nas rádios da época, é um dos discos definitivos do rock. Marca também uma saturação da banda com a frebre que eles causavam. Após as roupas paródias dos uniformes militares em cores berrantes, abraçaram as manifestações religiosas do oriente e um estilo de viver e de vestir hippie oposto à imagem anterior deles.

A banda, que foi entertainer e vanguardista, artigo de consumo e contestadora da sociedade, continua sendo lembranda incessantemente. Mais do que influenciar a moda da época, criou um estilo tão atemporal que reverebera até hoje.  Musicalmente isso é óbvio. E esteticamente? Em um ou outro momento, muitos se inspiraram no vestuário, nos acessórios e até nas posesinhas fotográficas dos Beatles.

Beatles

Franz Ferdinand

Killers

Oasis

Coldplay

Amapô em Fortaleza

9 nov

Pra quem mora em Fortaleza e curte os jeans da Amapô, eles estão à venda no Salão das Ilusões. A marca surgiu em São Paulo e ficou conhecida ao participar do Amni HotSpot. Hoje, faz parte do line up da São Paulo Fashion Week.

 

www.salondelasilusiones.com

A evolução do estilo dos Beatles

9 nov

É praticamente um consenso: os Beatles são a melhor banda de rock de todos os tempos. Alguns poucos gatos pingados discordam, eu sigo com a manada e defendo a supremacia de Paul, John, George e Ringo com unhas e dentes. #fandetected

Mesmo dissolvida em 1970, segue influenciando milhares de bandas mundo afora. Musicalmente e esteticamente. Até nas poses para as fotos, repara. Vejamos a evolução de estilo do Fab Four.

Em 1960, quando surgiram em Liverpool, o uniforme era o de todo bom roqueiro, jaquetas de couro. A gente nem chegou a conhecer essa fase direito e as fotos são raras:

Quando o grupo passou a ser empresariado por Brian Epstein, o cara achou que aquele visual era igual o de 500 outras bandas da época e botou ternos de alfaiataria nos Beatles. Tcharam! Eis o visual clássico, com o qual eles tocaram pela primeira vez nos Estados Unidos e ganharam o mundo:

Mais uma mudança no visual: o terno clássico passou de preto para cinza e o paletó perdeu colarinho e lapela, numa clara referência de seu alfaiate Douglas Millings ao collarless jacket de Pierre Cardin. As gravatas também ficaram mais finas.

Menos bom mocismo. As roupas já não formam mais conjuntos combinandinhos e os cabelos ficam maiores. Até as crianças adotam o corte a la Beatles. Meu irmão mesmo tem umas fotos assim, obra e graça de minha mãe, que nos passou o meme beatlemaníaco. Obrigada, mãe. =]

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Magical Mistery Tour, Yellow Submarine… Ainda mais experimentações musicais do que em Revolver. Os Beatles começaram a trabalhar com a animação em seus clipes, gravaram mais filmes. Tudo muito psicodélico, muitas cores. Uma viagem.

Daí eles foram pra Índia conhecer o Maharishi, fazer meditação transcendental e compor o clássico White Album. Voltaram encantados com toda a cultura do local e adotam batas, pantalonas e coletes artesanais, tudo bem colorido e estampado, um visual que eles mantiveram por um tempo após o fim da banda, principalmete George.

Fim da década de 60. A banda grava Abbey Road e Let it Be, faz aquele mini-show nos telhados da Apple e ACABA. Muita tristeza no mundo inteiro, mas cada um segue seu caminho, com mais ou menos sucesso. Enfim aquele visual anos 70, com cabelos compridos, barba, calças boca de sino, que nossos pais usaram. Ao menos o meu usou, mesmo sem gostar muito de Beatles.

O que a gente ainda vai ver nos próximos dias?

– Uma retrospectiva mais focada nele, Sir Paul McCartney.
– As musas do grupo.
– Bandas que bebem da fonte.
– Resgates de elementos dos Beatles na moda atual.
– Um close de MY PRECIOUS — o ingresso pra pista prime do Morumbi.

 


Temporada Paul McCartney

8 nov

Está oficialmente aberta a temporada PAUL MCCARTNEY nesse blog. Porque preciso aliviar essa ansiedade monstra que tomará conta do meu ser até o dia 22. Aguarde.