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Blog de casa nova!

27 nov

Este blog se mudou para www.primeirafila.net

PS: A foto amada desse post é do fotógrafo-lenda Chico Albuquerque.

Bora prestar atenção? O traço inconfundível de Mariana Kuroyama

19 out

Não lembro mais como conheci o trabalho de Mariana Kuroyama, provavelmente foi por algum amigo em comum. O fato é que seu traço é inconfundível: orgânico, intuitivo, delicado. Seus desenhos se tornam tatuagens, estampas de roupas e ilustrações que sobem pelas paredes — um exemplo está no Konibaa, em Fortaleza. Mariana nasceu no Distrito Federal, passou a infância por lá e depois veio para o Ceará, onde morou 15 anos e se formou em Jornalismo. O desejo de viajar e um ex-namorado a levaram a São Paulo, cidade que a surpreendeu e carinhosamente a capturou por tempo indeterminado. Fizemos uma entrevista por e-mail com a artista:

Primeira Fila – Desde quando você desenha e quando começou a fazer isso profissionalmente?
Mariana Kuroyama – Desenho desde criança. Parei por um longo tempo. Em 2007 já tinha voltado a desenhar há mais ou menos um ano. Fazia faculdade de jornalismo, estagiava no O Povo e estava entediada com tudo. Acordava e olhava o céu, as árvores, os pássaros e pensava, “Deus… quero ser instrumento dessa luz, dessa harmonia.”  Pouco depois saí do estágio e passei a me dedicar a diversas criações no atelier onde morava, no quintal da casa dos meus pais. Hoje encaro o que eu faço como algo que está a serviço dessa beleza natural.

PF – Teu traço é bem característico. Você segue algum estilo? Tem temas favoritos? Vi muitos pássaros…
MK – É bem espontâneo. Acho que a inspiração maior é a natureza em sua grandiosa biodiversidade, faço uma observação meticulosa dos seus detalhes, me aproximo sem medos. Talvez esse seja o motivo de tantos pássaros, eles cantam tanto e tão lindo. Encontro alegria nessa simplicidade, no que é orgânico… cheio de vida e beleza gratuitas, para os olhos de quem vê.

PF – Que desenhistas você mais admira? E quais te influenciam?
MK – De desenhista mesmo gosto muito do Escher, mas outros artistas me inspiram mais. Primeiro foi o trabalho da Isa Montenegro (minha irmã) que me influenciou bastante, se você pesquisar o trabalho dela vai entender o motivo.  Gosto muito dos pintores Michael Parkes, Alex Grey, Gustav Klimt, Dali e do trabalho do Gaudi. Meu favorito atualmente é o Hundertwasser, pintor austríaco conhecido como Rei das Cinco Peles e médico da arquitetura. Estou lendo livros sobre ele, é genial. Gosto bastante do trabalho de três tatuadores daqui, o Jun Matsui, Tinico Rosa e Brian Gomes, eles são grandes desenhistas. Algumas culturas com suas cores e formas me influenciam também, como a hindu, a árabe, a japonesa, e a indonésia.

PF – Roupas, paredes, peles, qualquer superfície é “desenhável”? Tem alguma diferença no teu processo de uma pra outra?
MK – É, acredito que a arte pode estar em tudo, ou em quase tudo. Tem diferença sim, no papel é vapt-vupt… as linhas vão surgindo quase que por si mesmas. No tecido e nas telas também. As paredes demandam mais tempo e concentração. E na tatuagem  a coisa é completamente diferente, pois a pele é uma coisa delicada, tem um processo bem específico para desenhar nessa superfície.

PF – A tatuagem é você quem faz também ou só o desenho?
MK – Eu faço as tatuagens, sempre dentro do meu estilo de desenho.

PF – Você só desenha/tatua para amigos? Se alguém se interessar por uma tatuagem sua, como faz?
MK – Comecei com os amigos, mas sempre chegam os amigos dos amigos, indicações, alguém que viu na rua e criou coragem de perguntar, essas coisas. Eu trabalho criando imagens pela internet também, basta entrar em contato por e-mail (mkuroyama@gmail.com).

PF – Vi que você escreve também (saladepapo.blogspot.com). Há alguma relação entre o que escreve e o que desenha?
MK – Vixe… taí, agora você me pegou. Deve ter… Mas não faço vínculo.

As fotos são do www.flickr.com/kuroyamasun

Bazar CupCake

18 abr

Convite de Mariana e Candice. Entre plantão, aula de español e festinha, quero tanto ter tempo de ir…

cup-cake-bazar-18-abr

Se eu não for, vai no meu lugar. Se eu for, vai me conhecer, tá?

Saia leve

7 maio

Um dia a gente aprende a sair das saias justas. E não é nem fita, não. É de coração. E sem mentiras.

“Para ser sincera, ele não foi legal comigo. Mas isso definitivamente não significa que acontecerá o mesmo com você. Se você tá a fim, se joga e boa sorte”

Vale pra quando perguntam de ex-namorado, ex-chefe e até ex-cabeleireiro. E lembre-se: cabelo demora mais a crescer do que o coração a sarar.

* * *

Vi no blog da Flávia Durante e aderi:

Assine o abaixo-assinado.

Afasta de mim!

7 maio

É difícil, mas é verdade. Nunca vi um red carpet, ainda mais de um evento de moda, mais constrangedor do que esse do Metropolitan Museum of Art. Ok, a festa temática de 2008 foi relacionada à cultura pop dos super-heróis (sério!), a força, as armaduras, mutações e tal, mas, mas, mas… só vendo com os próprios olhos!
Até agora não processei o modelo de Anna Wintour. Se isso é o futuro, quero morrer no século 19, ARCAICA. É a menção desonrosa da noite, junto à Victoria Beckham, que tá sempre com cara de cu (repare), mesmo ao lado daquele que é seu melhor acessório, que também responde por David.
Não sei o que é pior, se a falta de graça (Scarlett Johansson) ou a de noção (Anna, Anna, Anna).
Escaparam cheirando a perfume italiano Julia Roberts, de Armani Privé (e aparentemente depilada desta vez) e Gisele Bundchen (a gente fecha os olhos para o tiquinho de vulgaridade Versace) e também Eva Mendes, de azul minimalista Calvin Klein, por Francisco Costa (sem ufanismos). E a Iman, que não envelhece, absurdo!

A propósito, retornando à página do Herald Tribune, os oompa-loompas estão na moda, é isso? Armani se entregou à mesma máquina defeituosa de cor de cheetos, digo bronzeamento artificial, do Valentino?

Minha noite de caça-talentos

6 maio

Quando estive em NYC em dezembro, Ana e Kenny me levaram ao BAM, a Brooklyn Academy of Music. Um lugar bacana com ampla programação gratuita ou a preços populares. Vimos o show de um cara. O nome do cara? Sorry, I don’t remember. Ok, it’s of no matter. Baladinha furreca e tal a que ele cantava. E ainda usava um paletó de ombreiras largas. Oh, sorry again, só o David Byrne pod(ia).

Mas a moça que fechou a noite, essa sim poderosa: Letha. Acompanhamos todas as músicas, compramos o CD caseiro, deixamos endereço de e-mail na lista e ouvimos nos dias que se seguiram. Não pegamos autógrafo. Havia um rio para atravessarmos e a noite estava muito fria. Ainda disse: Ana, a gente vai se arrepender. E se daqui a um ano ela for, sei lá, a nova Amy Winehouse?! Certo, ela tá mais pra Lauryn Hill, negona, estilosa, danada. É, a moça tem futuro, concordamos.

Aí recebo as últimas news da moça. Emplacou música em uma série da NBC chamada Phenomenon. Vejo a chamada. Valei-me! Ressuscitaram o Uri Geller. Mas curiosa, google ahead, descubro que o seriado em questão tem uma audiência próxima a de Heroes na TV americana. Eu não disse? Olha aí a Letha no caminho de ficar famosa. Bem na peinha, como se diz por aqui…

Sem paciência para post longo

4 maio

Aquele editorial que a gente fica com inveja de não ter feito: Julianne Moore, linda, ruiva e talentosa, na Harper’s Bazaar deste mês. Photoshop na medida certa sem interferir na sua beleza de mulher, mulher de mais de 40 anos, por que não? Nem é das minhas revistas favoritas, mas desta vez acertaram.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. O restante das fotos aqui.

* * *

Falando em Julianne Moore, esperando a estréia, com fé, em Fortaleza, de “Pecados Inocentes”. E também de “Um Beijo Roubado”, que não tem Julianne, mas tem JUDE LAW, oh Jude Law, e é do Wong Kar-Wai, que adooouro.

* * *

Sei que a notícia é mais ou menos velha. Com a velocidade das informações hoje, duas semanas é tempo suficiente para a notícia morrer e ressuscitar dez vezes. Então ela ressuscita aqui: o recall das sandálias Crocs. Dizem que é porque estava causando acidentes em escadas rolantes. Por mim, elas não teriam nem entrado no Brasil, poderiam ter sido recolhidas logo na alfândega. Aquilo é um atentado antes de tudo estético. Em criancinhas até uns QUATRO anos, fica fofinho, mas ver gente adulta com aquile bico de pato no pé, faça-me o favor… Como sou contra colocar imagens feias no blog, só o link mesmo.