Tag Archives: Louis Vuitton

Madonna e a patrulha do Photoshop

2 jul

Assim que a primeira foto de Madonna para a nova campanha da Louis Vuitton foi divulgada, a Patrulha do Photoshop tocou a sirene.

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“Ridículo, deixaram a Madonna com cara de 20 anos”, “Tem tanto Photoshop que tá parecendo uma Barbie”… Estranhei porque a LV está entre as marcas que sabem usar o recurso direito. Olhando com mais atenção, o contexto parecia provar que o excesso de Photoshop era intencional. As cores, o cenário, as orelhas de coelho (as mesas usadas no baile do MET), luvas… todo o resto tinha uma atmosfera de fantasia, de Alice no País das Maravilhas (super em todas com Tim Burton), uma estética corporal meio Beowulf.

Bom, vieram as demais fotos da campanha. E estou mais do que convencida de que novamente a Louis Vuitton fez um trabalho belíssimo. Todas as fotos têm essa atmosfera, reforçada pela quase falta de expressão facial de Madonna e poses duras, como se fosse uma boneca de fato que estivesse ali.

Claro que eu posso estar enganada. Mas, por acaso, até a fitinha vermelha da cabala no pulso o transforma na articulação da Barbie.

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Takashi Murakami e Louis Vuitton

2 jul

Tem como não achar fofíssimo esse vídeo “Superflat First Love” do Takashi Murakami? O curta desenhado como mangá celebra os seis anos de parceria com a Louis Vuitton. A menininha de “Superflat Monogram” cresceu e encontrou o primeiro amor em meio a uma viagem por criaturas “vuittonescas”. Sei que não é novidade, mas quis postar assim mesmo.

Vibe “Alice no País das Maravilhas” + “Em Algum Lugar do Passado” ;)

Michael, o estilo de uma década e da temporada

26 jun

No início dos anos 80, a música não era só mais um prazer da audição. A música era agora também visual. Após as primeiras (e pontuais) experiências de Richard Lester com os Beatles, o videoclipe se consolidava e deixava de ser um registro de uma apresentação e se tornava um produto novo, com linguagem específica. Surgia uma indústria poderosa que teria seu maior apoio na MTV, que dava seus primeiros passos. O videoclipe de estréia da emissora, em 1981, foi o apropriado para a ocasião “Video Killed the Radio Star”, da banda The Buggles. Mas certamente o campeão de execução foi Thriller (by John Landis) — o mais caro, o mais inovador, o pioneiro em apresentar uma narrativa, etc.

Mais do que nunca a imagem era importante para vender o produto música. E Michael Jackson foi o rosto dessa indústria, junto com Madonna. Outros artistas negros já tinham feito sucesso (o próprio Jackson 5, do qual fazia parte no casting da Motown), mas nada que se comparasse ao fenômeno dos seus mais de 100 milhões de cópias vendidas com Thriller, até hoje. Deram-lhe um título — merecido, vale ressaltar — de  “Rei do Pop”, e sua indumentária tinha que fazer jus a ele. Era jovem, como ele e seu público, mas com toques de nobreza, como cabe a todo rei.

Os homens por trás do estilo de Michael eram os americanos Michael Bush e Dennis Tompkins, que desenharam quase todas as roupas usadas por ele em seus concertos. Trabalho bem sucedido: foram marcantes suas jaquetas militares estilizadas, as luvas com brilhos, as calças justas, as meias brancas, o chapéu Fedora, os óculos Ray Ban modelo aviador, os muitos dourados dos acessórios… Em meados dos anos 90, a carreira de Michael começava a declinar e ele bem que tentou um novo estilo mais ao gosto de época, calça preta, camisa branca aberta, com regata por baixo. Depois veio a fase alfaiataria impecável, com a qual enfrentou os tribunais. Mas nos ternos sempre tinha um douradinho, uma fita, um broche…

Bota-armadura de Michael, em 2001, e a coleção futurista de Guesquiere para Balenciaga, em 2007

Bota-armadura de Michael, em 2001, e a coleção futurista de Guesquiere para Balenciaga, em 2007

Foram manrcantes eu disse? Ainda são. Agora mais do que nunca. Por anos conhecida como a década do mau gosto, os anos 80 foram recentemente “perdoados”. Como esse titulo já foi ostentado pela década de 70, parece comprovada a teoria de que 20 anos é o tempo necessário para uma moda ser depurada e reabilitada. Com a década de 80 novamente bombando em leggings — alô American Appareil — polainas e ombreiras, associado aos 50 anos de idade do ídolo e anúncio de sua turnê, muitas marcas prestaram homenagem a Michael em suas coleções de inverno.

Jaqueta Balmain da Rihanna remete ao look de Michael em 1984

Jaqueta Balmain da Rihanna remete ao look de Michael em 1984

Os exemplos mais célebres são as luvas Louis Vuitton, as jaquetas Balmain, o paletó de tachas Givenchy, que Michael antenadíssimo inclusive acabou adotando em suas últimas aparições.

Nas passarelas locais, também ecoaram os gritos de Michael Jackson… (Mark Greiner, Lindebergue Fernandes e Piorski, no último Dragão Fashion):

mklilipiorski

Resumindo: reis não morrem, meu bem, saem de cena.

Às vezes me rendo à LV

16 abr

Não tenho faniquitos por bolsas Louis Vuitton – prefiro as que Marc Jacobs faz para sua própria coleção – mas essas me pegaram:

vuitton Essa linha “Flight Bags Paname” foi inspirada nos modelos usados, nos anos 70, pelas aeromoças (nessa época podíamos chamá-las assim sem que se ofendessem).  Adoro um retrô, todo mundo sabe. Preço? Dois mil.