Os Beatles estrearam nas paradas em 1962, com Love Me Do, e a cultura jovem viu nascer um novo fenômeno, só comparável a Elvis Presley naquele momento: The Beatles. Inicialmente os quatro rapazes de Liverpool se tornaram uma febre com um iê-iê-iê dançante e descompromissado. Foi o maior sucesso da indústria fonográfica, um dos melhores exemplos de produto da cultura de massa e sociedade de consumo da época. Até borrachas escolares e jogos de mesa com a cara de John, Paul, George e Ringo eram vendidos. Os ternos e cabelos moptop eram copiados à exaustão.
Em 1967, gravaram aquele que foi considerado o álbum mais revolucionário da história do rock: Sgt. Peppers’ Lonely Hearts Club Band, que foi mais fundo no experimentalismo e psicodelia iniciado em Revolver (meu disco favorito deles, só pra constar mesmo). Embora pouco tocado nas rádios da época, é um dos discos definitivos do rock. Marca também uma saturação da banda com a frebre que eles causavam. Após as roupas paródias dos uniformes militares em cores berrantes, abraçaram as manifestações religiosas do oriente e um estilo de viver e de vestir hippie oposto à imagem anterior deles.
A banda, que foi entertainer e vanguardista, artigo de consumo e contestadora da sociedade, continua sendo lembranda incessantemente. Mais do que influenciar a moda da época, criou um estilo tão atemporal que reverebera até hoje. Musicalmente isso é óbvio. E esteticamente? Em um ou outro momento, muitos se inspiraram no vestuário, nos acessórios e até nas posesinhas fotográficas dos Beatles.






