Quem me conhece sabe que adoro uma relíquia, uma antiguidade — ou pode chamar de velharia mesmo, se preferir. Foi uma alegria quando, ao ler a dissertação da Carol Garcia, encontrei um pequeno trecho desse artigo, originalmente publicado em 1930, na Folha da Manhã.
A DESELEGANTE UNIFORMIDADE DA MODA
Contam que o anno passado, durante as provas do concurso internacional de belleza realisado na Europa, o maior obstaculo que o julgamento dos juizes precisou vencer foi a uniformidade dos typos femininos, pois todos obedeciam a um unico padrão, vestiam-se todos de accordo com o ultimo figurino de Paris, cabellos curtos e ondulados, a mesma “maquillage” e sobre a cutis que mal se percebia a mesma densa camada de pó de arroz e crême.
Francezas, italianas, inglezas, russas, allemãs, hespanholas, austriacas, representantes de todas as raças desfilaram perante a comissão julgadora, que se viu, aliás, obrigada a confessar que o concurso, por effeito da mesma moda a que se mostravam tão submissas as concorrentes, perdera seu caracter de prova internacional… Vestidas, penteadas e pintadas pelo mesmo figurino, aquellas moças procedentes de regiões que tanto differem uma das outras pela raça, pelo clima e pelas tradições, perdiam o typo natural e todas se pareciam.
Pois é, algumas coisas mudam, outras não.


Déjà vu. Muito bom!
Adoro essas curiosidades old style! Sou bem dizer uma traça. =*
Oi flor, é a Carlinha do Equilíbrio Sempre, tudo bem?
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bjoss