Arquivo para Abril, 2009

Balanço DFB 09

O começo…

dragao_markComo de praxe, a abertura do evento ficou por conta de Mark Greiner, queveio um tom mais comercial, com várias referências aos anos 80, em especial os ombros bem marcados. Mas se manteve fiel às suas estruturas de arquiteto e ao clima de delírio, com direito a flores&frutas&paetês e até mesmo um exercício de gestalt nos casacos incompletos. Os chapéus geométricos, feitos a partir de cúpulas de abajur mesmo, lembram não intencionalmente Isabella Blow. Daí você me pergunta: E de onde vêm aquele monte de madames na sala de desfiles? Elas usam isso? Claro que não. “Para realizar o desejo dos clientes, tenho meu atelier. Aqui, realizo os meus desejos”, diz Mark. Tá explicado.

Praia

dragao_castroSexy, sexy, sexy… e mega colorida. A passarela da Mar del Castro é contagiante, ainda mais com uma trilha sonora super bacana, com Ney Matogrosso ressuscitando um velho sucesso de Ronnie Von (!). Predomínio de cores primárias, recortes de zebra, dourados e muita pele a mostra em cavas, fendas e decotões vertiginosos. Acho tudo, mas é pra quem pode. Não dá pra fazer a tímida. Tem que pôr um brincão, calçar um tamancão e se jogar. Mas tem também umas saídas super ok para usar como vestidinho ou bata na cidade.

Dia-a-dia I

dragao_melcaPreferindo falar em identidade e trabalho autoral do que em conceito, Melca Janebro se mostra muito consciente do que faz. Faz um trabalho bonito e criativo com patchwork, que virou sua marca registrada e em mãos menos habilidosas poderiam resultar num crash de estampas apenas confuso. Gostei particularmente dos caftãs um pouco mais ajustadinhos ao corpo, do tipo que as mignons podem usar sem se perder dentro deles. Destaco também o que ela fez com o tradicional vestidão de decote bordado do Mercado Central. Tirou o ar de senhora e transformou num macaquinho super alegre, jovem e descontraído.

Dia-a-dia II

dragao_piorskiPiorski é marca-fenômeno. Desfile concorrido, lotado, parecia coisa de veterano. O fato é que as roupas com toque lúdico e muito bem cortadas e acabadas em algodão e tricoline (ideais para o nosso clima) ganharam clientes que são quase seguidoras. E a estilista parece que conseguiu acompanhar o passar dos anos das consumidoras fiéis. A marca ainda é bem jovem, mas menos infantil. O universo de flores e joaninhas se abriu para os ícones pops dos ano 80, sobretudo Madonna e Michael Jackson. Boa sacada, eles estão em todas: ela com seus 50, Jesus Luz e show no Brasil; ele em turnê de despedida e ingressos esgotados. O tema casou com as tachas e perólas que estão em evidência, assim como as cinturas altas e ombreiras. Coleção calcada no preto e branco, mas com espaço para cores, principalmente o vermelho, em estampas de notas musicais.

Dia-a-dia III

Os anos 80 abrindo espaço para os 90. Alguém lembrou dos 15 anos sem Kurt Cobain? Peças folgadas xadrezes, mas sem flanelas, que estamos no Ceará, né. E esqueça Ângela Chase.  Roberta Arruda traz chemises bordados, marcados por cintos, laços e flores, super girlies.

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Dia-a-dia IV

Cintura alta e gancho baixo. O horror da brasileira por anos. Mas se saruel e johdpur chegaram em uma marca como a Handara (leia MMM) é porque já não assusta tanto. Já vi muita cara feia do metier pra Handara no DFB, ainda mais este ano que veio de Handara mesmo, não de Reserva. Mas, quer saber, prefiro um comercial honesto, coeso e bem feito a um conceitual que não diz a que veio. Achei digno.

Luxo & glamour

dragao_samuelQue é disso que o povo gosta! A fila para o desfile do Samuel Cirnansck foi, sem dúvida, a maior. Passarela decorada com galho e sal para simular o inverno russo – a inspiração do estilista. A nobreza das czarinas com influência de Chanel e Poiret e um quê de Valentino. Muito volume, muita estrutura, mas também mulheres mais lânguidas e delicadas. Brilhos, brocados, casacões, tudo de encher os olhos. Os maldosos repetirão que é “estilista de madrinha”, mas dentro do que se propõe é imbatível, com corte preciso, caimento perfeito e beleza. Atire a primeira pedra quem não saiu da sala querendo um baile, um casamento, qualquer coisa (e dinheiro no bolso, claro) só pra ostentar um vestidão daquele! Curiosidade: foi exatamente o mesmo desfile da SPFW, sem mudanças no styling, apenas dois looks originalmente em veludo foram refeitos em jeans black.

Criança também é gente

dragao_jolieAlgumas marcas gringas como a Dior já tinham uma divisão infantil, mas foi de um ano para cá que a coisa pegou gás. Veja a Little Marc Jacobs. A explicação não é difícil: criança não consome, mas tem cada dia mais opinião e influencia nos hábitos de consumo da casa. Quem tem filho ou sobrinho sabe como é. E em tempos em que Suri Cruise (fofa!) é tão celebridade quanto seus pais, Zahara já faz cara de abuso pra paparazzi e a People faz ranking de crianças mais influentes… Coincidência ou não, tivemos um desfile infantil pela primeira vez no Dragão Fashion, da Jolie Jolie (por Andréa Cerqueira), e a Melca Janebro, veterana do evento, lançou sua linha para crianças. E, sim, conseguiram acertar, sem transformá-las em bonequinhas ou em mini-anãs, que são as duas armadilhas mais fáceis nesse mercado.

Melhore, meu povo!

Infelizmente ainda falta parte da platéia (adolescentes, principalmente) se dar conta que um desfile não é uma lanchonete para a galera ficar comendo,  conversando e fazendo fiu-fiu pros modelos. Sentei à frente de um grupo desses no desfile do João Pimenta. Desfile esse que não era fácil para o público e acabou virando chacota, com muito risinho, muita piadinha. Ok, o circo estava por ali, mas não era palhaçada. Não consegui me concentrar nos looks, nem na trilha sonoram, e a apresentação como um todo acabou se perdendo na minha cabeça.

A bendita sala do barro continua tendo menos lugar do que gente pra assistir o desfile. Mas o que mais me incomoda não é isso. É ver o faniquito do povo pela primeira fila. Gosto de sentar bonitinha, confortável e com aquela visão que só a primeira fila dá? Claro que gosto, né. Mas não acho nenhuma humilhação sentar no chão ou na segunda fila se chegar atrasada. Eu quero é ver. “Ah, não dá pra ver direito os detalhes…”. Dependendo do detalhe, nem na primeira você vê. Então, pintou dúvida, é só usar perguntar diretamente ao estilista depois, até mesmo no backstage, que se você estiver lá trabalhando mesmo, vai ter acesso. Sem falar na vergonhalhêa total de ver uma pessoa negando ceder o lugar pra dona Laís Person – que já trabalhava com jornalismo de moda antes de seus pais pensarem em você.

E a minha estrelinha de ouro vai para…

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Lindebergue Fernandes: Já vi muita platéia se deixar levar por um cenário bem construído, uma trilha sonora contagiante ou pelo carisma do estilista. Lindebergue conta com tudo isso. Mas não só com isso. O sucesso do seu desfile, um dos poucos aplaudidos de pé, foi mais do que merecido. Trabalho bem concebido, bem realizado e bem executado. O tema não era fácil, natividades. Terreno perigoso para cair na caricatura, no folclore, no velho rame-rame de sempre. Mas Lindebergue trouxe tudo para o presente, com looks de grande impacto como os vestidos com camadas de tecidos esvoaçantes sobrepostos. Daí serem propostas usáveis.  Informação de moda também mostrou que tem, com seus acessórios enorme e geométricos, ombros destacados, abotoamentos duplos… e os casacóns de sisal e punho de rede! Há, nossa versão do Margiela lá de baixo. Gosto também de quem faz um novo caminho. A trajetória do Lindebergue vinha muito marcada pelo seu trabalho com jeans e agora lá está ele se jogando numa malha siliconada que parece couro de longe.

Só comentando…

Belo desfile da Gilvânia Monique, com looks artesanais (sem renegar as origens), mas super atuais e que fariam bonito em qualquer festa em qualquer lugar do Ocidente, em especial os pretos.

Ese Dragão teve muita surpresa boa nos materiais, do tipo “parece, mas não é”. O couro de Lindebergue Fernandes era malha siliconada e o tecido com aspecto molhado de Iury Costa era um resinado belíssimo.

Truques de styling mais usados: saia de tule por baixo de outra saia ou vestido e sandália com meia.

Fotos: Divulgação (Roberta Braga / Agência KFK)

Promotora quer cota para negros em desfiles

Muito se tem falado da cota para negros, proposta do Ministério Público, para a SPFW e das declarações dos envolvidos, como a estilista Glória Coelho, à Folha de São Paulo em matéria sobre o assunto. Como o conteúdo é exclusivo para assinantes, taí o Ctrl-C, Ctrl-V salvador:

Promotora quer cota para negros em desfiles

PAULO SAMPAIO
DA REPORTAGEM LOCAL

As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles -no estilo do que já fazem as universidades públicas. Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW.
A ideia das cotas é da promotora Déborah Kelly Affonso, do grupo de atuação especial de inclusão do Ministério Público.
“O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar”, afirma ela.
No Brasil, 49,7 % da população é composta por negros e pardos, segundo o último censo do IBGE (de 2007).
Apesar da perspectiva de estar na vanguarda mundial da moda, nem todos os estilistas brasileiros, agentes de modelos e produtores parecem felizes com a exigência de usar um percentual -ainda não estabelecido- de modelos negros.
“Acusar a Fashion Week de racismo é um absurdo. O mercado é quem manda. Você acha que alguém seria idiota de dispensar uma negra que fatura milhões?”, pergunta o empresário Eli Hadid, da agência Mega, que diz ter cerca de 13% de negros em seu casting.
A estilista Glória Coelho é da opinião que “a cota pode interferir na obra do estilista”. “Nosso trabalho é arte, algo que tem de dar emoção para o nosso grupo, para as pessoas que se identificam com a gente”, diz.
Para Glória, “na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?”

A modelo Emanuela de Paula, 19, que afirma que o mercado de trabalho é limitado para negros

A modelo Emanuela de Paula, 19, que afirma que o mercado de trabalho é limitado para negros

Desproporção
O inquérito da Promotoria tem como ponto de partida reportagens publicadas pela Folha em janeiro de 2008. Naquela temporada, apenas oito dos 344 modelos que desfilaram eram negros -2,3% do total.
A promotora chamou profissionais ligados à SPFW para conversar. Primeiro, se reuniu com o empresário Paulo Borges, criador do evento: “Ele disse que não tem controle sobre quem vai desfilar”, afirma a promotora.
“Em 2007, por causa de problemas de modelos com anorexia, a Luminosidade [empresa que administra a Fashion Week, da qual Borges é sócio] assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Promotoria da Saúde Pública e da Juventude se comprometendo a cumprir uma série de exigências, inclusive em relação à idade mínima das modelos [16]. Isso passou a figurar em uma espécie de “manual das grifes” da SPFW. Agora, ele [Borges] diz que não é possível consignar no manual a exigência da cota. No que é diferente das outras?”, pergunta.
Procurado, Borges mandou dizer por sua assessoria que o fato de ter adotado um filho negro denota, por si, sua posição política clara contra o racismo -por mais que a relação com o filho não seja comercial.
Ele foi chamado para reunir-se com a promotora outra vez, na semana passada, mas alegou que o aviso de recebimento não havia chegado em sua casa e que, no dia, estava em Brasília.
Ainda não há prazo para estabelecer a cota, mas a promotora diz que, caso não se cumpra o TAC, “o caminho é entrar com uma ação contra o evento”.

Se fosse Barack Obama…
Apesar do falatório, Déborah diz que ninguém se opôs formalmente à proposta. Sua preocupação é que houvesse um boicote de estilistas e isso causasse um impacto financeiro ruim no evento. Mas esse risco não existe, garantiram os entrevistados (até porque, boicotar seria assumir publicamente uma postura racista).
Além de Hadid e Borges, ela chamou para conversar o empresário Hélder Dias de Araújo e os estilistas Lino Villaventura e Alexandre Herchcovitch.
Dono de uma agência de modelos negros, Hélder é o único a acusar abertamente a SPFW de prática de racismo. “Claro que existe [preconceito]. É mais social do que racial. Se fosse um Pelé, um Barack Obama, ninguém iria ignorar.”
Ainda assim, Hélder é contra a cota. “O Brasil tem é de tomar vergonha e ver que não é um lugar de raça pura”, diz.
Lino Villaventura não se opõe à cota. Segundo a promotora, o estilista teme, porém, que a exigência leve a uma espécie de desabastecimento de modelos negros no mercado. Lino receia que as agências venham a cobrar “uma fortuna” por eles, já que haverá falta. Procurado, Lino não quis falar.
Alexandre Herchcovitch também não se opõe. “Pra mim, isso (cota) não é problema. Nunca excluí modelo por causa de cor”, diz. Ele não acha que a cota pode interferir na obra do estilista. “Quando se escolhe o modelo, a roupa já está criada. Isso é o mais importante”, diz.
A promotora Déborah também não se sensibiliza com o argumento da interferência na obra de arte. “Há algum tempo ouvi uma entrevista do Paulo Borges onde ele dizia. “Moda não é arte. Moda é serviço, é dinheiro. É um negócio.’”
“Nesse ponto”, conclui ela, “a gente está de acordo”.

As capas que estão dando o que falar

Do site da Vogue:

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Para a edição especial que homenageia as principais tops do mundo, a editrix Anna Wintour selecionou suas queridinhas para estrelar a capa. As brasileiras Caroline Trentini, Isabeli Fontana e Raquel Zimmermann posam ao lado de Liya Kebede, Natalia Vodianova, Anna Jagodzinska, Lara Stone, Jourdan Dunn e Natasha Poly. Um poder só. A revista ainda esmiuça a vida das meninas; em pauta, namorados, dietas, filhos…

Anna Wintour sempre celebra as principais tops em suas capas. Em maio de 2007, Lily Donaldson, Hilary Rhoda, Doutzen Kroes, Sasha Pivovarova, Caroline Trentini, Raquel Zimmermann, Jessica Stam, Chanel Iman, Coco Rocha e Agyness Deyn formaram o dream tem, sob o título de “The World’s Nex Top Models”. Isabeli Fontana também figurou numa outra capa do gênero, dessa vez em setembro de 2004. Fotografada pelo mesmo Steven Meisel que assina a edição de maio de 2009, Isabeli apareceu na capa da edição “Models Of The Moment” ao lado de Daria Werbowy, Natalia Vodianova, Gisele Bündchen, Karolina Kurkova, Liya Kebede, Hana Soukupova Gemma Ward e Karen Elson.

O que o site não informa é a primeirona capa do gênero: Janeiro de 1990.

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Editada por Elizabeth Tilberis e fotografada por Peter Lindbergh, lá estavam Naomi Campbell, Linda Evangelista, Tatjana Patitz, Christy Turlington and Cindy Crawford. Era o início da era das super models. Depois viriam a fama hollywoodiana, os clipes do George Michael (Too Funky e Freedom 90)  e as frases de efeito (“Não levanto da cama por menos de 10 mil dólares”, atribuída à Linda Evangelista).

E falando em capa de revista, não tinha muita fé no tal photoshop zero da Elle francesa…

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… até ver a capa com a Sophie Marceau. É difícil acreditar que a moça aí do meio seja a mesma Elektra King do 007.

She’s the cover in the magazine

Grey Gardens

Meio mundo do povo da móóóda comentando o telefilme Grey Gardens, que estreou ontem na HBO americana. Confesso minha ignorância. Pra mim, era só o nome de uma música do Rufus Wainwright do álbum Poses (2001) _ procure ouvir, vale a pena. Do filme só sabia que era protagonizado pela Drew Barrymore e que ela tinha aparecido na pré-estréia linda assim, toda anos 20.

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Então fui atrás de saber o porquê do frisson. E dá-lhe Google. É a adaptação de um documentário realizado em 1975 com duas mulheres: Edith “Little Edie” Bouvier Beale e sua mãe. Bouvier, isso mesmo, como Jackie. Eram primas da primeira-dama americana, mas isso não é o mais importante. Elas ganharam enorme repercussão na mídia por outro motivo.

Grey Gardens era o espaçoso solar em ruínas onde as duas viviam em Long Island, após o pai abandonar a família nos primeiros dias da Grande Depressão. Foi quando elas, nascidas na alta sociedade americana, perderam tudo. O documentário e o telefilme da HBO mostram como elas usaram o improviso e a criatividade para tentarem se manter belas, estilosas e bem vestidas mesmo na decadência.

Taí o trailer oficial:

Drew Barrymore interpreta “Little Edie” da juventude até se tornar uma senhora. Pela história e pelo trailer, já dá para perceber que vem aí um show de figurino.

* Pós-post: O trailer do documentário original e uma bolsa que Marc Jacobs fez em homenagem ao filme.

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** Sim, sei que tô devendo resuminho do Dragão.

Bazar CupCake

Convite de Mariana e Candice. Entre plantão, aula de español e festinha, quero tanto ter tempo de ir…

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Se eu não for, vai no meu lugar. Se eu for, vai me conhecer, tá?

Às vezes me rendo à LV

Não tenho faniquitos por bolsas Louis Vuitton – prefiro as que Marc Jacobs faz para sua própria coleção – mas essas me pegaram:

vuitton Essa linha “Flight Bags Paname” foi inspirada nos modelos usados, nos anos 70, pelas aeromoças (nessa época podíamos chamá-las assim sem que se ofendessem).  Adoro um retrô, todo mundo sabe. Preço? Dois mil.

Gene Simmons tá pagando de Reginaldo Rossi

Tomei um susto vendo Ugly Betty semana passada. Achei que tinha visto Reginaldo Rossi numa ponta.

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Gene Simmons, cara, se eu fosse tu, ia na Deusarinna fazer uma maquiagem permanente do Kiss. Ou corre o risco de ir parar de figurante no Clube do Brega, facim, facim…

E este é o melhor blog da semana: cearensesinternacionais.wordpress.com. Tem umas esticadas de baladeira, mas a maioria é mermim que tá vendo.

Meu sonho é uma ilha deserta

E aí que meus vizinhos compraram um karaokê. Os mais velhos “vão só no sapatinho” e hits do tempo que o Alexandre Pires tinha bigodinho e usava gel. Os teens se rasgam com NX Zero (o google realmente responde tudo).

O pior é saber que vai demorar uns seis meses pra enjoarem do brinquedo.

Índia com jeitinho brasileiro *

No Brasil é assim: não há passarela mais influente do que a novela das oito da Rede Globo. Se Glória Perez situa sua trama na Índia, de imediato o País se torna a bola da vez e o comércio tem que correr atrás para atender o desejo dos consumidores. Ainda mais se conta com uma mãozinha do Oscar, que deu oito prêmios a uma película filmada em Mumbai. Problema: a moda pegou os empresários de surpresa e, com prazo apertado, crise financeira e alta do dólar, as importações ficaram inviáveis. [ >>> ]

Moda cearense se destaca em valor agregado *

Em 15 anos, a indústria de vestuário cearense praticamente quadruplicou o valor agregado de suas exportações. Em 2008, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), descontados os insumos utilizados na produção, o produto feito no Ceará teve um valor médio de US$ 47,58, por quilo. Hoje, é o segundo maior do País, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde o valor agregado pelas empresas gira em torno de US$ 68 por quilo. A média nacional é de US$ 34,88. [>>>]

Investimento de R$ 6 mi em centro tecnológico *

Dois dos carros-chefes da economia cearense, os setores têxtil e de confecções ganharão um reforço competitivo até o próximo ano. Com investimento de R$ 6 milhões, funcionará o CTCTV (Centro de Tecnologia da Câmara Têxtil e do Vestuário Ana Amélia Bezerra de Menezes). O projeto arquitetônico e conceitos do empreendimento foram apresentados ontem no Senai da Parangaba, onde também foi lançada sua pedra fundamental. [>>>]

* Matérias minhas publicadas no Diário do Nordeste.

Teatro de bonecas

Como rendem os 50 anos da Barbie! Agora é uma exposição em Paris, nas Galeries Lafayett, a “Barbie Fashion Show”, que começa segunda-feira. Vi no WWD que a diva de plástico será vestida por Christian Lacroix, Sonia Rykiel, Jean Paul Gaultier e Karl Lagerfeld, entre outros. A mais curiosa é essa criada por Martin Margiela: máscara e body cor da pele, meias pretas arrastão e um casaco feito de uma peruca loira brilhante. A boneca foi claramente inspirada num look da coleção de primavera-verão 2009 da marca.

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Talvez por causa desse clima  de “Oh, my God” com a crise, me lembrei do “Théâtre de la Mode”, também em Paris, em 1945. Após quatro anos de ocupação alemã, a economia francesa estava arruinada. Para angariar fundos e confirmar a força da costura parisiense, foi criada uma exposição de moda. Com material escasso, a solução foi vestir pequenas bonecas – na escala de 1 para 3, se não me engano – com miniaturas do melhor da alta costura parisiense. O tamanho era reduzido, mas conservavam-se a precisão e a perfeição do tamanho natural.

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Artistas como Christian Bérard, Boris Kochno e Jean Cocteau participaram da produção da exposição, com uma dezena de cenários dramáticos e mais de 200 bonecas, todas vestidas da roupa esporte ao vestido de baile, com todos os acessórios, lingeries, chapéus e sapatos idênticos aos da coleção original. A exposição estava em cartaz quando a guerra acabou, seguiu para Londres e ganhou o mundo, por onde roda até hoje.

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Livro bom para quem gosta do assunto:

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E disponível na Biblioteca do Google!

Dragão Fashion terá até R$ 1 milhão *

O Dragão Fashion Brasil começa com um drible na crise. Com baixas na iniciativa privada, o organizador do evento, Cláudio Silveira, recorreu ao poder público e entidades de classe para manter os patrocínios na edição de 2009, que inicia a bateria de desfiles domingo próximo, no Centro de Convenções. Deu certo. Os investimentos ficarão entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão — o mesmo patamar do ano passado. [ >>> ]

* Matéria minha publicada no Diário do Nordeste.


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